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Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

O Lugar da Poesia, por Inês Peixoto, 12º D

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Sentada nesta mesa

Penso em ti e no que dizer

Não tenho nenhuma chama acesa

Para te agradecer.

 

Depois de tudo o que fizemos

Eu voltaria ao passado,

Porque não dissemos

Tudo o que tínhamos pensado.

 

De tantas coisas incertas

Tu tinhas que ser o acertado,

De tantas portas abertas

Fui escolher o coração trancado.

 

Continuei a lutar

Sem nenhum dia desistir

Até que tive de parar

Para a vida prosseguir.

 

Não digo que foi simples

E que já não me recordo

És o meu calcanhar de Aquiles

Todos os dias em que acordo.

E ainda me lembro

De todas as histórias,

Dos dias de novembro

Que agora são memórias.

 

...

O Lugar da Poesia, por Lara Carvalho, 8º B

Reflexo que não vi

Passando nas ruas de Olhão,
Coisa espantosa eu vi,
Um espelho
Do lado de fora de uma habitação,
Onde o meu reflexo não vi.

Uma donzela ao meu lado estava
E a sua face no espelho,
Ela admirava.
Enquanto eu, desvairada,
Meu reflexo não vi.

Toquei-lhe na pele delicada
Mas esta, não senti.
Começou minha alma
A ficar arruinada,
Porque o meu reflexo não vi.

Será que tinha eu partido
Para outro mundo
Que já não era aquele,
Onde eu tinha vivido
E onde agora,
O meu reflexo não vi!




O Lugar da Poesia

O Lugar da Poesia, por Lara Carvalho, 8º B

 

 

Reflexo que não vi

Passando nas ruas de Olhão,
Coisa espantosa eu vi,
Um espelho
Do lado de fora de uma habitação,
Onde o meu reflexo não vi.

Uma donzela ao meu lado estava
E a sua face no espelho,
Ela admirava.
Enquanto eu, desvairada,
Meu reflexo não vi.

Toquei-lhe na pele delicada
Mas esta, não senti.
Começou minha alma
A ficar arruinada,
Porque o meu reflexo não vi.

Será que tinha eu partido
Para outro mundo
Que já não era aquele,
Onde eu tinha vivido
E onde agora,
O meu reflexo não vi!




...

O Lugar da Poesia, por Bento Borges e Sara Silva, 12º, CEI

Poema de Natal



Já fomos crianças, bebés
E o sorriso de todos espalhava beleza.
Depois, crescemos,
Fizemos amigos,
Espalhamos carinho.
O brilho das estrelas era e é a Luz, o guia dos nossos caminhos.
E, então, é sempre natal,
Brincadeiras e encontros!
Apanhamos musgo,
Azevinho e enchemos de verde os nossos presépios,
Onde estão Maria, José e o Menino,
Onde há cores, flores, laços, alegria, presentes e o calor das palhinhas…
Natal é tempo de Paz,
Tempo de família,
Tempo de alegria.
Tempo de fortalecer laços,
Tempo de nascimento, advento
Tempo de inventar esperanças,
 De criar mudanças,
 Para mim, para ti, para todos.

O Lugar da Poesia

O Lugar da Poesia, por Bento Borges e Sara Silva, 12º, CEI

Poema de Natal



Já fomos crianças, bebés
E o sorriso de todos espalhava beleza.
Depois, crescemos,
Fizemos amigos,
Espalhamos carinho.
O brilho das estrelas era e é a Luz, o guia dos nossos caminhos.
E, então, é sempre natal,
Brincadeiras e encontros!
Apanhamos musgo,
Azevinho e enchemos de verde os nossos presépios,
Onde estão Maria, José e o Menino,
Onde há cores, flores, laços, alegria, presentes e o calor das palhinhas…
Natal é tempo de Paz,
Tempo de família,
Tempo de alegria.
Tempo de fortalecer laços,
Tempo de nascimento, advento
Tempo de inventar esperanças,
 
 De criar mudanças,

 Para mim, para ti, para todos.

 

...

O Lugar da Poesia, por Beatriz Porfíria da Silva Arrais. 8º Ano.

Podias ter errado,
Não conhecias ninguém
Apenas uma nuvem negra dentro de ti,
Negada, ignorada, mas pensavas e sorrias
O que eu perdi.., tinhas tudo...
A mudança, a tua vida acabada.

Podias ter errado,
Mas pensavas e tinhas acertado.
Não. Querias ser feliz e encantar,
Conhecer novos mundos.
Cheguei, vim e perdi.
Não tinhas amigos
Mas uma luz se fez, uma amiga conheci,
e tudo se refez.

Podias ter errado
Tiravas parte de mim sem nada, enfim...
 Foste embora e pensavas...
 O que será de mim?



O Lugar da Poesia

O Lugar da Poesia, por Beatriz Porfíria da Silva Arrais. 8º Ano.


Podias ter errado,
Não conhecias ninguém
Apenas uma nuvem negra dentro de ti,
Negada, ignorada, mas pensavas e sorrias
O que eu perdi.., tinhas tudo...
A mudança, a tua vida acabada.

Podias ter errado,
Mas pensavas e tinhas acertado.
Não. Querias ser feliz e encantar,
Conhecer novos mundos.
Cheguei, vim e perdi.
Não tinhas amigos
Mas uma luz se fez, uma amiga conheci,
e tudo se refez.

Podias ter errado
Tiravas parte de mim sem nada, enfim...
 Foste embora e pensavas...
 O que será de mim?



O Lugar da Poesia, por Mariana Martins, 12º B

Nós das palavras

Palavras nas velas apagadas
No mar são afogadas
Levando o nome de quem as não sabe

Palavras, pequenas passagens
Que sonham apregoar o lodo e dizer verdades

Palavras são assim
Paradas no céu incandescente
Iluminando a terra sem luz
Sem medo de caírem no esquecimento

Palavras são como tu e eu
Suaves na brisa do olhar
Que não dizem nada de tanto quererem falar

                                                                                    Palavras são assim, belas sinfonias do teu luar.


O Lugar da Poesia, por Mariana Martins, 12º B

Nós das palavras

Palavras nas velas apagadas
No mar são afogadas
Levando o nome de quem as não sabe

Palavras, pequenas passagens
Que sonham apregoar o lodo e dizer verdades

Palavras são assim
Paradas no céu incandescente
Iluminando a terra sem luz
Sem medo de caírem no esquecimento

Palavras são como tu e eu
Suaves na brisa do olhar
Que não dizem nada de tanto quererem falar

                                                                                    Palavras são assim, belas sinfonias do teu luar.


O Lugar da Poesia, por Jorge Salgueiro, Professor

                                          NÓS NAS PALAVRAS


Noz nas palas
Nuas vãs

Nós detê-las?
Porquê o deus Rá invocado? Impossível!...
Nus sentidos Faraós vestidos
Egípcios caracteres
Cortados hieróglifos
Embalsamados
E petrificados
E incompreendidos
São cáfila de areias oásicas
Na penumbra matinal,
Ocaso da profunda e prolongada
Existência
Da minha meia-luz esbranquiçada e ainda crua
Lambo-as como caramelo doce doirado
Da infância interpelada
Pelo meu sol
Que me derretem
As lágrimas pérfidas da imaginação
E sinto-lhe
Um gosto sinestésico
E Amaro
Como o Crime
Que o presbítero concebeu
Sem revelar seu puro fruto
De suas entranhas fêmeas e estéreis
Não posso conceber…
O dom da vida inacabada
Saboreio eterna e ciclicamente
Nas finas ervas frescas do além perturbado
A delícia de teus olhos exacerbados
Suaves, discretos e longínquos
Palrantes como o doce chilrear do lendário dragão
Altivos voos em forma de chama púrpura
Ledos e perturbadores pensamentos
Altruístas, conformistas e revolucionários
Vis contactos finitos
Ramosos verdejantes queimados
Altaneiros, sussurro esquartejado
Sintomáticos elixires da minha criação…
Prof. Jorge Salgueiro, 2016