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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Teatro: O meu avô, o meu pai e eu - Uma história da revolução

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O meu avô, o meu pai e eu – uma história da revolução” retrata as condições de vida em Portugal durante a ditadura de Salazar e os principais acontecimentos que conduziram ao dia 25 de abril de 1974. Inspirado em “As portas que abril abriu”, de José Carlos Ary dos Santos, esta peça viaja até 1975 a uma sala de estar onde pai e filho, recordando a história recente de um país saído de uma revolução, vão esgrimindo argumentos e considerações, criando momentos de conflito ao reviver a história. Um pai que ainda vive segundo o trinómio “Deus, Pátria e Família”. Um filho que reclama os valores de abril. Um país que vive em instabilidade política e social após 48 anos de ditadura. E a história narrada dentro de uma história.

Texto: António Rodrigues | Encenação: CTST |

Som e luz: Rosa Pereira, Sara Salgueiro

Interpretação: António Rodrigues e Sérgio Macedo  

 

 

Concurso concelhio Pequenos Grandes Poetas

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A Semana da Leitura 2019 culminou com mais um Concurso Concelhio “Pequenos Grandes Poetas”.

Com a participação de alunos dos 2º, 3º ciclos e do ensino secundário,  todas as escolas do concelho prepararam os alunos, com esmero, para esta festa da poesia.

Foi uma noite de festa onde Poetas e Diseurs enalteceram, de forma muito digna, este concurso, organizado pela Biblioteca Municipal, em colaboração com o SABEbcl e Bibliotecas Escolares. Esta atividade continua a merecer o reconhecimento das escolas que participaram ativamente com cerca de 50 alunos concorrentes.

Neste interessante evento estiveram presentes encarregados de educação, familiares e amigos que aplaudiram com satisfação todos os participantes.

Foram concorrentes, pela Escola Secundária de Barcelinhos, na modalidade de declamação, os alunos Tiago António Maciel Ribeiro, do 12º D com o poema “Se te Queres Matar”, de Álvaro de Campos e Matilde Jardim Gomes 8º B, com o poema “Metade”, de Osvaldo Montenegro, acompanhada à viola por Luís Azevedo.

Na modalidade de Poema Original concorreram Luís Rafael da Silva Azevedo, do 12º ano A com o poema “Sol Frio de Inverno” e Guilherme Belchior Alves, 7º B com o poema “A Natureza”.

Os nossos alunos, embora não tendo sido vencedores, representaram de forma muito nobre a nossa escola. Parabéns.

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Semana da Leitura 2019

Leituras em Voz Alta

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Alunos e professsores  juntaram-se, na biblioteca, para celebrar a Semana da Leitura. 

Ao longo de 90 minutos e com timbres diferentes ecoaram, pela biblioteca, as palavras dos nossos escritores. Histórias, poesia consagrada e poemas originais. Vergonhas colocadas de lado e inseguranças esquecidas... aqui vai a primeira leitura em público para muitos dos que nos deram o prazer da sua presença.

 

 

Concurso Nacional de Leitura - fase municipal

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A segunda fase do CNL, fase concelhia, realizou-se no dia 25 de fevereiro de 2019, na Biblioteca Municipal de Barcelos. Alunos (do primeiro ciclo ao secundário)  de todas as escolas do concelho  viveram, com entusiasmo, mais uma festa da Leitura e da Escrita. 

Parabéns aos vencedores e um agradecimento especial às nossas alunas,  Clara Isabel Vilas Boas de Sá, Ângela da Silva Fonseca, Sara Patrícia da Costa Loureiro e Joana Araújo Costa que, de uma forma muito entusiástica, representaram dignamente a nossa escola.

Parabéns ao município e a toda a equipa da Rede de Bibliotecas Escolares de Barcelos pelo empenho e dedicação!

A fase Intermunicipal da CIM Cávado terá lugar no próximo mês de Abril. 

 

Amnistia Internacional - Maratona de Cartas

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Mais uma Maratona de Cartas dinamisada pelos nossos alunos nas aulas de Cidadania, envolvendo a comunidade escolar.

Sob orientação da Professora Alexandra Vieira,  foram recolhidas 575 assinaturas  para juntar aos milhares de outras conseguidas em várias  escolas de Portugal e do mundo. 

Este ano  foram tratados cinco casos, exclusivamente relativos a mulheres  defensoras dos Direitos Humanos que viram as suas vidas fortemente ameaçadas.  Estas Mulheres desafiaram os padrões normativos e discriminatórios ao contestarem leis, práticas corruptas, uso abusivo de força, entre outras violações de direitos humanos. 

Conheça os 5 casos selecionados para este ano  www.amnistia.pt/euassino.

 

 

 

 

Diários de Escrita

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O livro “ A Pérola ” conta-nos a história de uma pobre família mexicana, formada por Kino, um pescador, Juana, sua mulher, e Coyotito, o filho de ambos. Numa manhã que aparentava ser uma simples manhã, Coyotito foi picado no ombro por um escorpião. Sem saber o que fazer, Juana encostou os seus lábios sobre o ombro de Coyotito e sugou o veneno do corpo da criança. Sem certeza de que tinha resultado, Juana convenceu Kino a irem ao médico na cidade. No entanto, este decidiu que não os atenderia, pelo facto de serem pobres, não tendo dinheiro para pagar os tratamentos da criança. Frustrados com a atitude deste, decidiram ir para o mar na esperança de encontrarem uma pérola para pagar os tratamentos de Coyotito. Recolhendo todas as ostras, Kino, regressou à canoa, onde as abriu uma a uma. Na última ostra que lhe restava abrir estava escondida uma das maiores e mais belas pérolas: a Pérola do Mundo. No preciso mesmo momento em que Kino retira a pérola da ostra, o inchaço e a dor no ombro de Coyotito desapareceram. Rapidamente a notícia de que Kino tinha encontrado a pérola do Mundo se espalhou pela cidade. Com a Pérola em sua posse, Kino sonhava vendê-la e com o dinheiro casar-se-ia com Juana, colocaria Coyotito numa escola e compraria uma espingarda para poder defender-se.

Na manhã seguinte, deslocaram-se à Praia para junto dos Compradores de Pérolas, que lhe apresentaram um valor extremamente baixo pela pérola. Quando soube que Kino tinha em sua posse a Pérola do Mundo, o médico dirigiu-se à cabana, desculpando-se pelo facto de não ter atendido a criança durante a manhã. Apesar de a criança já estar bem, o médico afirmava que não, e dirigindo-se a Coyotito, deu-lhe um comprimido que supostamente o trataria. Tal não aconteceu e a criança ficou ainda pior. Perante a situação, Juana, achando que a Pérola estava amaldiçoada, sugeriu a Kino que se livrasse dela, mas este recusou. Então, Juana tentou livrar-se dela, mas não teve tempo, pois foi apanhada por Kino. Enquanto regressava à cabana, Kino foi agredido pelo homem que lhe tentava tirar a pérola e em sua defesa matou-o. Quando regressaram à cabana, repararam que tinha sido assaltada e que estava a arder. 

Para escapar à Polícia, decidiram fugir para as montanhas. Estavam a ser perseguidos por dois batedores e um homem a cavalo. Durante a noite, Kino matou-os, mas antes de morrer um dos homens lançou um tiro para o ar, atingindo Coyotito que se escondia com Juana numa cabana no topo da montanha. Depois da morte de Coyotito, Kino e Juana decidem regressar à cidade onde viviam. Kino decidiu devolver a pérola ao mar por a achar feia, cinzenta e ulcerada e por conseguir ver nela Coyotito estendido na Cabana com a parte superior da cabeça arrancada.

Ao longo deste livro são abordados vários temas nomeadamente a ganância do médico, o que se pode verificar quando ele se vira para o empregado perguntando “- Ele tem dinheiro?- perguntou o médico – Não, eles nunca têm dinheiro. Eles acham que eu, apenas eu, tenho de trabalhar de graça…e eu estou farto disso. Vai ver se ele traz dinheiro!” (livro página 15). Verificamos também a presença de racismo quando o médico diz: “ – E eu não tenho mais nada que fazer senão curar picadas de insetos dos «pobres índios»? Eu sou médico não sou veterinário.” (livro página 15). Para além disso, consegui verificar a presença da Ambição humana, nomeadamente na personagem de Kino, visto que este não se contentou com o valor que lhe fora oferecido pela pérola. No entanto, com o decorrer do texto verificamos que esta ambição se foi tornando cada vez maior, visto que Kino se tornou cada vez mais uma pessoa agressiva que apenas via uma solução para os seus problemas: matar as pessoas que lhe faziam frente. Por fim, temos também presente a persistência por parte de Kino, visto que este não desistia de lutar pela venda da pérola por um valor que lhe parecia justo.

O livro “A Pérola” conta-nos a triste e, ao mesmo tempo, bela história de uma pobre família Índia. Tal como é referido na Sinopse “ A Pérola constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo em que vivemos”. Na minha opinião, é um livro muito bom que aborda temas da atualidade o que nos dá a sensação de que foi escrito no momento e nos permite identificarmo-nos com as personagens. Para além disso, é um livro de fácil leitura que nos prende à história. Apesar de ser um livro pequeno, tem uma história enorme que cada um pode interpretar à sua maneira.

Adorei ler este livro que é, sem dúvida, uma boa recomendação de leitura.

Texto da aluna,  Clara Sá, 9º A, vencedora do CNL - fase escolar