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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

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"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Diários de Escrita

“Dura Praxis, Sed Praxis” 1

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             Entre os rituais em latim e a supressão da individualidade estará, certamente, uma explicação sociológica bem mais complexa que a banalidade proferida entre jornais e redes sociais acerca da praxe. As opiniões, essas reduzem-se a duas posições antagónicas: ou a profunda devoção ou a profunda rejeição, no entanto, entre elas encontra-se um oceano de debate e ponderação que parece ser ignorado.

            Mas, afinal, o que é a praxe? Através de uma rápida pesquisa na internet, encontramos inúmeras definições para este termo, entre elas: ‘’ conjunto de práticas institucionais dotadas de especificidade e que têm o propósito de preservar uma tradição tida como original, assumindo, por isso, formas que as aproximam do ritual.’’ (socióloga Maria Eduarda Cruzeiro- in A Praxe Como Fenómeno Social). Numa nota mais pessoal, a praxe é, no fundo, nada mais do que uma manifestação de uma cultura. A cultura do coletivismo hierárquico, que consiste na já mencionada supressão do indivíduo e da sua vontade em prol da união e do espírito de convivência e igualdade.

            Por um lado, as vantagens desta prática são inúmeras, de entre elas o facto de integrar melhor os alunos que, possivelmente, se encontram longe da família, através de jogos que implicam a interação com outros alunos da academia e promovem o espírito de interajuda e companheirismo, permitindo, ainda, o conhecimento os novos colegas, de uma forma mais célere. Um outro ponto positivo é o facto de a praxe não ser uma atividade ou prática obrigatória, ou seja, cada estudante pode escolher, como cidadão livre que é, se irá ou não participar nela, dando assim o total poder de escolha ao aluno e promovendo o seu espírito de análise.

            Por outro lado, há os devotos da ideia de que a praxe não tem qualquer fim lógico ou plausível e serve apenas para deleite dos alunos mais velhos, a fim de se sentirem mais poderosos ou superiores aos novos alunos. Referem, ainda, que não é uma prática segura e que põe até em risco, por vezes, a vida dos jovens universitários, ideia essa causada pelas notícias extremamente exageradas e seletivas da imprensa portuguesa.

Pessoalmente, acredito que a praxe, dentro de certos limites, promove a integração e relação entre colegas, o espírito académico, o amor ao curso e até a adaptação a uma, possível, nova cidade. A verdade é que não devemos negar nada à partida sem o experimentar, e, de facto, são muitas mais as histórias positivas vivenciadas nas praxes, que marcam para a vida quem as experienciou, do que o contrário.

Para concluir, deixo uma citação de Jim Rohn: “Seja um estudante, não um seguidor. Não vá simplesmente fazer o que alguém diz. Tenha interesse pelo que alguém diz, então debata, pondere e considere de todos os ângulos”, ou seja, mesmo que nos contem factos negativos acerca de algo, devemos sempre questionar e experimentar (o experimentável) para termos a verdadeira noção do que se trata, e, quando experimentamos devemos ter consciência dos nossos limites e do limite do que consideramos razoável, plausível e nos deixa confortáveis, e a praxe é um excelente exemplo disso. 

Luís Miguel Ferreira, 12º A

1. A praxe é dura , mas é praxe.

Diários de Escrita

Comportamentos 

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   A Natureza é um lar que acolhe todos os seres vivos independentemente das suas caraterísticas e que, a cada amanhecer, fascina ainda mais. Talvez por ser tão acolhedora seja tão vulnerável aos constantes ataques do Homem que, de forma irresponsável, destrói o seu próprio bem-estar.

   O meio natural é um paraíso repleto de preciosidades inigualáveis a que ninguém é indiferente. O sol, a água e o ar são elementos fundamentais à vida humana e quase ninguém reconhece o seu verdadeiro valor. Todos queremos a vida idealizada, mas nem todos compreendemos e respeitamos o papel da Natureza. Andamos tão atarefados na busca da “felicidade” que nem percebemos que o essencial está ali, ao nosso dispor. A Natureza é um lugar belo onde encontramos serenidade e inspiração para um futuro mais próspero.

   Porém, o Homem faz questão de prejudicar tudo aquilo que o rodeia e o ambiente não é exceção. São inúmeros os problemas que o planeta enfrenta. Morrem os animais, morrem as plantas e quiçá morrem as pessoas de tanta ganância. Desde há muito que existe o problema do aquecimento global, no entanto este está a agravar-se cada vez mais o que assusta muitas pessoas. Além disso, sabemos que o pulmão do mundo está em extinção, pois, para muitos, a Amazónia é uma fonte de rendimento. Acabam as árvores, matam-se as espécies mais raras e belas e tudo com intuito de obter dinheiro. Depois vemos as notícias sobre as alterações climáticas e ficamos muito apavorados, no entanto cometemos os mesmos erros dia após dia. Somos capazes de cometer as maiores barbaridades, mas somos incapazes de assumir as responsabilidades. É vergonhosa a forma como tratamos a Natureza.

   Para ultrapassar todos estes problemas devemos, a meu ver, evitar comportamentos irracionais como a poluição e a desflorestação e preservar os habitats naturais que são o seio dos animais.

   Concluindo, devemos encarar a Natureza como um alicerce para o futuro. É necessário preservar o meio natural, através de atitudes conscientes e de comportamentos civilizados, de modo a assegurar o bem-estar e a saúde de toda a população.

 Ana Novais, 12º D

Diários de Escrita

 A intervenção do Homem na Terra

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            A relação do Homem com a Terra é, atualmente, um dos assuntos mais debatidos e discutidos, com as alterações climáticas a ocuparem um lugar de destaque. Porém, esse tema ainda está envolvido em muitas contradições e gera alguma discordância.

           Com efeito, apesar de já haver muita gente que queira proteger o planeta em que vivemos, ainda há quem não acredite que as nossas ações na Terra virão a ter consequências mais graves no futuro e continua a agir normalmente, fazendo, por vezes, tudo o que puderem para enriquecer.

           Porém, nem sempre foi assim. Apesar de os problemas ambientais não serem uma coisa propriamente recente, no passado, o Homem intervinha muito menos no ambiente, retirando  menos recursos à natureza e gerando menos resíduos, vivendo em harmonia com o planeta. Todavia, com o passar do tempo, o Homem começou a desprezar cada vez mais a Terra e, principalmente a partir da revolução industrial, a poluição começou a crescer.

        De facto, os problemas ambientais têm vindo a agravar-se e as consequências das nossas ações começam a manifestar-se. É exemplo disso o buraco da camada de ozono que, apesar de em 2017 ter atingido a sua dimensão mais pequena dos últimos 30 anos, continua a ter uma área que equivale a mais do dobro do território dos Estados Unidos. Esse buraco na camada de ozono é o responsável por muitos outros problemas que afetam a Terra como, por exemplo, o aumento do efeito de estufa que tem levado ao aumento da temperatura global e por conseguinte ao degelo das calotes polares e ao aumento do nível médio das águas do mar.

        Esses acontecimentos têm provocado muitos problemas em todo o mundo. Por exemplo, na Gronelândia o degelo tem vindo a aumentar, em África a seca extrema tem ameaçado a alimentação de muitos povos, no norte da Europa a chuva está cada vez mais frequente e tem tornado as cheias comuns no Inverno e pensa-se que pequenas ilhas no Pacífico como Kiribati, Maldivas e Fiji venham a desaparecer nos próximos 100 anos. Em Portugal os efeitos das alterações climáticas não são tão evidentes mas podemos constatar que as ondas de calor têm vindo a aumentar assim como a seca e que os incêndios cada vez mais constantes têm vindo a destruir a floresta portuguesa.

         Assim, é fundamental consciencializar as pessoas de que todas as suas ações têm consequências. Al Gore no seu documentário “Uma Verdade Inconveniente” relata os problemas das alterações climáticas e procura educar as pessoas para esses problemas, mostrando que o comportamento humano afeta significativamente o ambiente e que é necessário mudar os nossos atos para cuidar do planeta. Efetivamente, já no século XIX Charles Darwin avisava “Durante 2 mil milhões de anos a Terra “viveu” sem os seres humanos, não acho que ela precise de nós”, tentando mostrar que o planeta pode muito bem viver sem nós, se calhar até estaria melhor, mas mostrando-nos também que nós não poderíamos viver sem ele e que é por isso que é essencial alterar a nossa maneira de pensar e começar a adotar atitudes mais ecológicas para proteger o planeta.

          Contudo, ainda há muita gente que, apesar de todas as provas e exemplos das alterações climáticas, continuam a não acreditar nelas. Donald Trump, por exemplo, quando ainda não era presidente já afirmava “O conceito de aquecimento global foi criado por e para chineses, a fim de tornar a produção dos Estados Unidos não competitiva”, mostrando um total desrespeito pelas alterações climáticas, desrespeito esse que foi, uma vez mais, confirmado com a retirada do E.U.A do Acordo de Paris com a justificação de “proteger a América e os seus cidadãos” e para não prejudicar a riqueza do seu país, o que irá afetar em larga escala o resto do globo pois os Estados Unidos é um dos países que emite mais poluentes para a atmosfera.

                Em suma, se queremos que os nossos descendentes possam viver no mesmo planeta que nós, chegou a hora de agir e de começar a intervir mais positivamente na Terra, pois tal como Sir Robert Baden Powell uma vez disse “Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste.”   

       Ana Cardoso, 12º A