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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Dia Mundial da Poesia, da Árvore e da Floresta

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 FLORESTAS – UMA RIQUEZA A PROTEGER DOS INCÊNDIOS

No dia 21 de março, a turma B do sétimo ano organizou uma atividade subordinada ao tema: Florestas – uma riqueza a proteger dos incêndios. Os alunos apresentaram, na biblioteca escolar António Ferraz, o projeto que desenvolveram, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

O grande objetivo do projeto foi aumentar o conhecimento sobre a floresta e sobre um problema nacional que a afeta e coloca em risco – os incêndios.

O dia foi selecionado para, simultaneamente, comemorar o Dia Mundial da Árvore, o Dia Mundial da Floresta e o Dia Mundial da Poesia.

A turma preparou uma pequena exposição com os trabalhos elaborados, apresentou uma palestra sobre a temática e promoveu um jogo didático onde participaram todos os alunos do sétimo ano de escolaridade. Desta forma, os alunos procuraram compreender melhor a realidade, sensibilizar os colegas para esta problemática para terem agora e no futuro capacidade de agir e intervir, corretamente.

Seguiu-se o hasteamento da bandeira da Ecoescolas  e a plantação de uma árvore no espaço exterior.

 

 

...

Dia Mundial da Poesia.


A Poesia saiu à rua!



A Escola Secundária de Barcelinhos viveu a Poesia intensamente. 
Em todos os intervalos, ao longo do dia, a Rádio Escola transmitiu  poesia que ecoou por toda a escola.



















Um grupo de alunos, acompanhado por professores, deslocou-se ao Centro de Dia de Barcelinhos e levou a  poesia aos  idosos. 
 Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Sophia, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Pina, António Nobre, José Luís Peixoto, entre outros, fizeram companhia a todos os presentes. Por fim, a Professora Noelma Viegas leu "Carta para Josefa, minha Avó, de José Saramago, criando um ambiente nostálgico e um silêncio ensurdecedor quer na plateia quer nos nossos jovens alunos. 













E, para encerrar a sessão, uma das utentes do Centro declamou um poema da sua autoria, não se tratasse de uma poetisa de mão cheia!




Chegados à escola, foi a vez da Poesia entrar na Biblioteca, desta vez para um grupo de formandos que ali se encontrava em formação.











Dia Mundial da Poesia

Dia Mundial da Poesia.

 
 
A Poesia saiu à rua!
 
 
 
A Escola Secundária de Barcelinhos viveu a Poesia intensamente. 
Em todos os intervalos, ao longo do dia, a Rádio Escola transmitiu  poesia que ecoou por toda a escola.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
Um grupo de alunos, acompanhado por professores, deslocou-se ao Centro de Dia de Barcelinhos e levou a  poesia aos  idosos. 
 Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Sophia, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Pina, António Nobre, José Luís Peixoto, entre outros, fizeram companhia a todos os presentes. Por fim, a Professora Noelma Viegas leu "Carta para Josefa, minha Avó, de José Saramago, criando um ambiente nostálgico e um silêncio ensurdecedor quer na plateia quer nos nossos jovens alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E, para encerrar a sessão, uma das utentes do Centro declamou um poema da sua autoria, não se tratasse de uma poetisa de mão cheia!
 




Chegados à escola, foi a vez da Poesia entrar na Biblioteca, desta vez para um grupo de formandos que ali se encontrava em formação.
 
 





 

 

 
 
 
 

O que é a poesia?


Poesia não é sentimento, é linguagem. Não é experiência vivida, éexperiência de linguagem. Ela não se faz com sentimentos, nem também comideias, mas com palavras, apenas com palavras. Tudo o que a poesia dá a sentir,tudo o que ela dá a pensar, forma-se nas palavras da poesia e não é sensível nempensável fora delas. A poesia é criação, e criação com palavras, mas a criaçãopoética consiste em dar forma num dizer a qualquer coisa que excede todo odizer, em fazer ver num dizer o que, no ser, não é dizível. A experiênciapoética da linguagem é pois experiência de superação da linguagem através daprópria linguagem, experiência de auto-superação da linguagem. A poesia exploraas potencialidades da linguagem, ou de uma língua, mas para a levar a um limiteem que o seu poder coincide com a sua impotência. A poesia, a linguagem propriamentepoética, tece-se nesse limite, nesse ponto de coincidência do poder e daimpotência de dizer, o que equivale a afirmar que não há poesia sem um combatecom a linguagem que é um combate desta consigo mesma, uma violentação das suaspossibilidades. Não há poesia sem uma violência feita à linguagem, a criaçãopoética é essa violência que força a linguagem, ou a língua-mãe do poeta, aabrir-se para um indizível, para um Fora dela, mas um fora que só existe, ou quesó é acessível, a partir de dentro, da linguagem mesma, e como o seu limite.Dito de outro modo, a poesia consiste em inventar na língua uma nova língua,uma heterolíngua poética, que faça a língua atingir o seu limite, que ponhatoda a língua «fora de si», em transe, suspensa sobre um além ou um aquém dela,sobre um silêncio povoado de visões ou sensações que é todavia um silêncio daprópria linguagem, um silêncio só possível na e pela linguagem. A poesia faz-seno «meio» ou na matéria de uma língua, com as palavras de uma língua, mas porela desviadas da sua significação referencial, das propriedades sintáticas dalíngua, da função comunicativa (a poesia não comunica, nada tem a comunicar,nenhum dado, ela é descomunicação, «voz do silêncio» como dizia Malraux de todaa expressão artística). Ela faz-se com as palavras práticas da linguagemquotidiana, mas para as recombinar segundo outras regras e assim constituir,por desvio criativo, uma «outra» língua, uma língua de imagens, uma estranhalíngua pictural. Para criar com elas, com o seu jogo combinatório alógico em«sintaxes de exceção-", com as suas surpreendentes aproximações eafastamentos decorrentes desse jogo, as suas consonâncias e dissonânciasrítmicas e semânticas, sentidos que não são já significações mas visões, «vidências»na aceção rimbaldiana, efeitos extra-linguísticas: uma transcendência luminosadas palavras, palavras alucinadas, palavras-luz. Ou seja. A poesia violenta a linguagem,as suas funções, a sua organização, para a tornar apta para um silêncio sóaudível porém através da linguagem, para a fazer dizer o silêncio, para atransformar, no limite, em silêncio. Na bela formulação de Ruy Belo, poeta équem «encontrou ou procurou na linguagem um contorno para o silêncio que há novento, no mar, nos campos».
 Sousa Dias, O que é a poesia

O que é a poesia?


Poesia não é sentimento, é linguagem. Não é experiência vivida, éexperiência de linguagem. Ela não se faz com sentimentos, nem também comideias, mas com palavras, apenas com palavras. Tudo o que a poesia dá a sentir,tudo o que ela dá a pensar, forma-se nas palavras da poesia e não é sensível nempensável fora delas. A poesia é criação, e criação com palavras, mas a criaçãopoética consiste em dar forma num dizer a qualquer coisa que excede todo odizer, em fazer ver num dizer o que, no ser, não é dizível. A experiênciapoética da linguagem é pois experiência de superação da linguagem através daprópria linguagem, experiência de auto-superação da linguagem. A poesia exploraas potencialidades da linguagem, ou de uma língua, mas para a levar a um limiteem que o seu poder coincide com a sua impotência. A poesia, a linguagem propriamentepoética, tece-se nesse limite, nesse ponto de coincidência do poder e daimpotência de dizer, o que equivale a afirmar que não há poesia sem um combatecom a linguagem que é um combate desta consigo mesma, uma violentação das suaspossibilidades. Não há poesia sem uma violência feita à linguagem, a criaçãopoética é essa violência que força a linguagem, ou a língua-mãe do poeta, aabrir-se para um indizível, para um Fora dela, mas um fora que só existe, ou quesó é acessível, a partir de dentro, da linguagem mesma, e como o seu limite.Dito de outro modo, a poesia consiste em inventar na língua uma nova língua,uma heterolíngua poética, que faça a língua atingir o seu limite, que ponhatoda a língua «fora de si», em transe, suspensa sobre um além ou um aquém dela,sobre um silêncio povoado de visões ou sensações que é todavia um silêncio daprópria linguagem, um silêncio só possível na e pela linguagem. A poesia faz-seno «meio» ou na matéria de uma língua, com as palavras de uma língua, mas porela desviadas da sua significação referencial, das propriedades sintáticas dalíngua, da função comunicativa (a poesia não comunica, nada tem a comunicar,nenhum dado, ela é descomunicação, «voz do silêncio» como dizia Malraux de todaa expressão artística). Ela faz-se com as palavras práticas da linguagemquotidiana, mas para as recombinar segundo outras regras e assim constituir,por desvio criativo, uma «outra» língua, uma língua de imagens, uma estranhalíngua pictural. Para criar com elas, com o seu jogo combinatório alógico em«sintaxes de exceção-", com as suas surpreendentes aproximações eafastamentos decorrentes desse jogo, as suas consonâncias e dissonânciasrítmicas e semânticas, sentidos que não são já significações mas visões, «vidências»na aceção rimbaldiana, efeitos extra-linguísticas: uma transcendência luminosadas palavras, palavras alucinadas, palavras-luz. Ou seja. A poesia violenta a linguagem,as suas funções, a sua organização, para a tornar apta para um silêncio sóaudível porém através da linguagem, para a fazer dizer o silêncio, para atransformar, no limite, em silêncio. Na bela formulação de Ruy Belo, poeta équem «encontrou ou procurou na linguagem um contorno para o silêncio que há novento, no mar, nos campos».
 Sousa Dias, O que é a poesia

O que é a Poesia

Perguntamos a J.T.R.

 O que é a Poesia?
Ela respondeu.

poesia.


Não me perguntes o que é a poesia: eu não sei nomear o que me vem do lado de dentro.
 Se tudo na vida é poesia, pergunta-me antes o que na vida não é.
Há em mim um amor pela cadência musical dos afectos, que é poesia.
Há em mim um amor pela angústia metafísica das coisas, que é poesia.
 E um desamor por tudo o que não lateja
não vibra
não emociona
não rompe
não quebra
não cai.
A poesia e a ausência dela:
 medidas exactas do meu amor e desamor pelas coisas.
Prenúncios precisos da minha crença nas horasque ficaram por vir.
 Poesia minha que me devolve em cor os dias baços
 E me serena mais
 Que uma religião qualquer.
 Seria preciso que me fosses
 Estranha,
 Externa,
Estéril,
Para conseguir enunciar-te.
 Mas tu és o verso mais universal
 Do meu universo
E vens-me de dentro
Como um suspiro.
 E eu só sei reconhecer-te
 Quando me faltas.
J.T.R.
(ex-aluna da E. S. Barcelinhos)

O que é a Poesia

Perguntamos a J.T.R.

 O que é a Poesia?
Ela respondeu.

poesia.


Não me perguntes o que é a poesia: eu não sei nomear o que me vem do lado de dentro.
 Se tudo na vida é poesia, pergunta-me antes o que na vida não é.
Há em mim um amor pela cadência musical dos afectos, que é poesia.
Há em mim um amor pela angústia metafísica das coisas, que é poesia.
 E um desamor por tudo o que não lateja
não vibra
não emociona
não rompe
não quebra
não cai.
A poesia e a ausência dela:
 medidas exactas do meu amor e desamor pelas coisas.
Prenúncios precisos da minha crença nas horasque ficaram por vir.
 Poesia minha que me devolve em cor os dias baços
 E me serena mais
 Que uma religião qualquer.
 Seria preciso que me fosses
 Estranha,
 Externa,
Estéril,
Para conseguir enunciar-te.
 Mas tu és o verso mais universal
 Do meu universo
E vens-me de dentro
Como um suspiro.
 E eu só sei reconhecer-te
 Quando me faltas.
J.T.R.
(ex-aluna da E. S. Barcelinhos)