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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Divulgação Catálogo PNL

 

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Catálogo PNL

Os livros recomendados pelo PNL2027 respeitantes ao 1.º semestre de 2020-2021 já se encontram no Catálogo PNL. As sugestões de leitura incluem, como habitualmente, temas variados e destinam-se a todos os públicos - crianças, jovens e adultos. 

Estas recomendações podem ser contempladas nas leituras dos diferentes projetos, atividades e aprendizagens formais e informais que os AE/ENA estejam a desenvolver, ou venham a integrar.

Os livros apresentados resultam, como em edições anteriores, da seleção prévia feita pelas editoras, a quem o PNL2027 manifesta o seu agradecimento, e da posterior seleção por um conjunto de especialistas independentes, de reconhecido mérito e qualificação nas diferentes áreas.

 

Carlos Ruiz Zafón

Morreu o escritor Carlos Ruiz Zafón, autor de "A Sombra do Vento"

O escritor catalão tinha 55 anos e lutava contra um cancro desde 2018. Morreu em Los Angeles, cidade onde vivia desde a década de 90.

Morreu o escritor Carlos Ruiz Zafón, autor de

"Carlos Ruiz Zafón, Barcelona, 1964 - Los Angeles, 19 de junho de 2020", lê-se na página dedicada ao autor no portal da editora espanhola Planeta. O escritor catalão morreu esta quinta-feira em Los Angeles, cidade onde residia. Tinha 55 anos e lutava contra um cancro desde 2018.

"Hoje é um dia muito triste para toda a equipa da Planeta, que conheceu e trabalhou com o escritor durante 20 anos, durante os quais se forjou uma amizade que transcende o profissional", lê-se no comunicado. Zafón morreu, mas continuará muito vivo "através dos seus livros", conclui a editora.

Nascido em Barcelona a 25 de setembro de 1964, Carlos Ruiz Zafón, que se iniciou em 1992 no “estranho ofício de romancista”, como costumava dizer, conquistou o público e a crítica com “A Sombra do Vento”, finalista do Prémio de Romance Fernando Lara 2001 e do Prémio Llibreter 2002, eleito o Melhor Livro de 2002 pelos leitores do jornal La Vanguardia, traduzido para mais de 40 línguas e com mais de 6,5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o lançamento, em 2001.

Com "A Sombra do Vento", traduzido em mais de 40 línguas, Carlos Ruiz Zafón venceu também o prémio Correntes de Escritas/Casino da Póvoa de Varzim em 2006 e, numa mensagem de agradecimento na altura àquele prémio literário, dizia que o romance era "uma pequena carta de amor à arte da narrativa, ao ofício de criar e contar histórias, uma homenagem a quem as constrói palavra a palavra".

Em “O Jogo do Anjo” (2008), Zafón regressou ao cemitério dos livros esquecidos de “A Sombra do Vento” e vendeu nesse ano, só em Espanha, um milhão de exemplares. Mais tarde completaria a tetralogia com "O Prisioneiro do Céu" e "O Labirinto dos Espíritos".

Nascido em Barcelona, em 1964, foi educado num Colégio Jesuíta, cursou jornalismo, trabalhou em agências de publicidade e editou o primeiro romance, “O príncipe da neblina”, em 1993, tendo ganhado o Prémio juvenil Edebé.

O escritor vivia há mais de duas décadas em Los Angeles, Califórnia, onde escreveu romances e argumentos para cinema.

Em Portugal está publicada grande parte da obra do escritor catalão, incluindo ainda o romance "Marina" e os títulos "O Palácio da Meia-Noite" e "As Luzes de Setembro", também reunidos, juntamente com "O Príncipe da Neblina", na intitulada "Trilogia da Neblina", para leitores mais jovens.

Divulgações PNL

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Teresa Calçada sobre Concurso Imagens contra a Corrupção 2020

O Concurso desenvolve‐se no quadro dos objetivos gerais do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) no domínio da prevenção da corrupção e das infrações conexas e deverá contribuir para: criar espaços de reflexão dentro da comunidade escolar sobre questões relacionadas com a corrupção, a ética e a cidadania; promover leituras e explorar textos de interesse para os alunos, no âmbito de temáticas relacionadas com o tema do concurso; estimular a imaginação, a criatividade e o espírito crítico dos alunos; levar os jovens a explorarem um conjunto articulado de saberes, da língua portuguesa às tecnologias e às artes, envolvendo-os com novas literacias.
in, PNL

Memórias

 Ao longo da minha vida tive várias memórias, no entanto umas marcaram mais do que outras, principalmente, algumas memórias em criança. Um exemplo disso foi o meu professor da primária, o professor Rui. Quando eu entrei para o primeiro ciclo deparei-me com um professor muito exigente, com uma voz grossa, rigoroso, mas muito bom professor. Eu era muito tímida, e não tinha muita autoestima, então sempre que ele me perguntava alguma coisa eu respondia a medo, medo de responder mal. O professor mandava trabalhos de casa e eu fazia sempre o dobro ou o triplo do que ele mandava e achava sempre que era pouco. Comecei a não dormir de noite, lembro-me como se fosse hoje, na altura em que aprendi os ditongos, acordar a meio da noite a chorar e a dizer à minha mãe que o professor ia perguntar-me os ditongos e eu não ia saber (era um medo psicológico pois eu já sabia tudo “de cor e salteado”). Aos fins de semana ganhava febre, e os meus pais começaram a ficar preocupados comigo, pois não percebiam  bem o porquê de eu ficar assim, até que perceberam que era o medo de segunda feira ter de ir para a escola, era uma espécie de um “trauma” que eu tinha do professor, mas atenção, ele nunca me tinha falado alto, nem ralhado comigo, mas como via por vezes ele a fazer isso com colegas meus mais rebeldes eu sentia que também ia fazer comigo!

 Nessa altura os meus pais foram falar com o professor sem eu saber, e o professor nunca tinha reparado isso em mim, pois eu era sempre a primeira a acabar tudo e fazia as coisas bem, e o professor Rui costumava mandar mais trabalhos pois não sabia o que havia de me mandar fazer mais, no entanto a partir desse dia, sempre que acabava os trabalhos o professor dizia para ir ajudar os meus colegas, e esse meu trauma foi desaparecendo, e a minha baixa autoestima também.

 Foi meu professor durante quatro anos, ou seja, o primeiro ciclo todo, e na despedida do primeiro ciclo para o básico, tanto eu como os meus colegas choramos pois marcou nos muito pela positiva. Ainda agora, passado oito anos, é das primeiras pessoas a desejar-me um feliz aniversário! É uma memória, que nunca me irei esquecer, pois aprendi e cresci muito com ela!

Inês Pedrosa, 12º B

Memórias

            Poucas são as memórias que nos ficam dos nossos primeiros anos de vida, mas alguns momentos despertam alegria e felicidade, ou até mesmo tristeza. Um dos prazeres da vida é poder recordar essas memórias.

            Eu conheci apenas um bisavô e fui a sua única bisneta. Entre nós, dá para imaginar, o amor e carinho que se desenvolveu. Faleceu quando eu tinha apenas cinco anos, mas as lembranças que tenho animam-me sempre. Quando era mais nova adorava batatas fritas da marca “Ruffles”, de saca azul. De todas as vezes que ia jantar a casa dos meus avós, o meu “bisa” tinha uma saca de batatas fritas para mim, de todas as marcas e cores, mas nunca acertava nas que eu gostava, e eu, criança inocente, resmungava sempre com ele. Um dia a situação de saúde do meu “bisa” piorou e foi para o hospital. Depois de insistir com os médicos para eu poder ir visitá-lo, deixaram e ele disse-me “na primeira gaveta da minha cómoda do meu quarto, tem uma saca de batatas para ti”. Nesse mesmo dia, faleceu. Quando abri a gaveta, estavam lá as batatas fritas e pela primeira vez tinha acertado, eram da marca “Ruffles”, de saca azul. Esta pequena história emociona-me, mas também me alegra de cada vez que penso nele e no seu carinho.

            Há pequenas lembranças que parecem ser insignificantes, mas podem mudar a forma como lidamos com as pessoas no nosso dia-a-dia.

Estou certa de que o meu bisavô estará sempre comigo.

Inês Barreto, 12º B

Memórias

Todos somos constituídos por lembranças do nosso passado, como por exemplo, momentos em família, professores marcantes no nosso percurso escolar, entre outros. Esses episódios fazem com que formemos a nossa identidade.

Lembro-me de quando era muito pequena e de sentir o toque e o cheiro da minha avó. Lembro-me de crescer ao lado dela, de a ver sorrir, cantar e claro como qualquer avó me dar tudo o que eu pedia. Quando fecho os olhos, por vezes, parece que ainda vejo o seu sorriso. Ali está ela a rir-se para mim. Sempre vivi grandes aventuras com ela. Quando já tinha 5 anos e ela tinha um café, ainda me recordo de tudo e, quando vou ao estabelecimento que agora está mudado, fecho os olhos e relembro tudo o que ali vivi. O meu pai e os meus tios todos lá, a fazer grandes festas, a minha avó de volta da cozinha - se alguém sabia cozinhar era ela - os primos todos a brincar no campo ao lado e claro as nossas mães sempre a reclamar. As chávenas, a máquina de café, as batatas fritas da Matutano - que a minha avó nos dava sempre - o sofá na cozinha para podermos dormir de tarde, tudo isso vem outra vez, naquele bocadinho em que fecho os olhos. Lembro-me também que na casa dela, naquele espaço onde todos os aniversários foram e são festejados, assim como todos o(s) ano(s) novo(s), e toda aquela família que quase não se acomoda na sala devido ao número, e ela lá na ponta a dizer para nos portamos bem e sempre a dar-nos esperança para o nosso futuro, a cada aniversário. No último dia que estive com ela - uma memória que efetivamente vai ficar para sempre - lembro-me perfeitamente de cada detalhe: o seu pucho no cabelo, a saia preta que tanto gostava e aquela cara que com um sorriso me disse, quando já me ia embora, para nunca me esquecer dela mesmo quando ela cá não estivesse e para perseguir os meus sonhos, pois tudo o que sonhamos, com trabalho, alcançamos. Agora relembro a minha avó como uma lutadora, que apesar de o marido ter ido para a Alemanha conseguiu cuidar de um café e de sete filhos sempre, muito sorridente apesar de todas as adversidades.

Desde muito cedo me foi incutido, por ela, os valores da família e o do respeito, daí olhar para a sociedade com  o respeito que merece.      

Beatriz Vilas Boas, 12º B