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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Carlos Ruiz Zafón

Morreu o escritor Carlos Ruiz Zafón, autor de "A Sombra do Vento"

O escritor catalão tinha 55 anos e lutava contra um cancro desde 2018. Morreu em Los Angeles, cidade onde vivia desde a década de 90.

Morreu o escritor Carlos Ruiz Zafón, autor de

"Carlos Ruiz Zafón, Barcelona, 1964 - Los Angeles, 19 de junho de 2020", lê-se na página dedicada ao autor no portal da editora espanhola Planeta. O escritor catalão morreu esta quinta-feira em Los Angeles, cidade onde residia. Tinha 55 anos e lutava contra um cancro desde 2018.

"Hoje é um dia muito triste para toda a equipa da Planeta, que conheceu e trabalhou com o escritor durante 20 anos, durante os quais se forjou uma amizade que transcende o profissional", lê-se no comunicado. Zafón morreu, mas continuará muito vivo "através dos seus livros", conclui a editora.

Nascido em Barcelona a 25 de setembro de 1964, Carlos Ruiz Zafón, que se iniciou em 1992 no “estranho ofício de romancista”, como costumava dizer, conquistou o público e a crítica com “A Sombra do Vento”, finalista do Prémio de Romance Fernando Lara 2001 e do Prémio Llibreter 2002, eleito o Melhor Livro de 2002 pelos leitores do jornal La Vanguardia, traduzido para mais de 40 línguas e com mais de 6,5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o lançamento, em 2001.

Com "A Sombra do Vento", traduzido em mais de 40 línguas, Carlos Ruiz Zafón venceu também o prémio Correntes de Escritas/Casino da Póvoa de Varzim em 2006 e, numa mensagem de agradecimento na altura àquele prémio literário, dizia que o romance era "uma pequena carta de amor à arte da narrativa, ao ofício de criar e contar histórias, uma homenagem a quem as constrói palavra a palavra".

Em “O Jogo do Anjo” (2008), Zafón regressou ao cemitério dos livros esquecidos de “A Sombra do Vento” e vendeu nesse ano, só em Espanha, um milhão de exemplares. Mais tarde completaria a tetralogia com "O Prisioneiro do Céu" e "O Labirinto dos Espíritos".

Nascido em Barcelona, em 1964, foi educado num Colégio Jesuíta, cursou jornalismo, trabalhou em agências de publicidade e editou o primeiro romance, “O príncipe da neblina”, em 1993, tendo ganhado o Prémio juvenil Edebé.

O escritor vivia há mais de duas décadas em Los Angeles, Califórnia, onde escreveu romances e argumentos para cinema.

Em Portugal está publicada grande parte da obra do escritor catalão, incluindo ainda o romance "Marina" e os títulos "O Palácio da Meia-Noite" e "As Luzes de Setembro", também reunidos, juntamente com "O Príncipe da Neblina", na intitulada "Trilogia da Neblina", para leitores mais jovens.

Divulgações PNL

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Teresa Calçada sobre Concurso Imagens contra a Corrupção 2020

O Concurso desenvolve‐se no quadro dos objetivos gerais do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) no domínio da prevenção da corrupção e das infrações conexas e deverá contribuir para: criar espaços de reflexão dentro da comunidade escolar sobre questões relacionadas com a corrupção, a ética e a cidadania; promover leituras e explorar textos de interesse para os alunos, no âmbito de temáticas relacionadas com o tema do concurso; estimular a imaginação, a criatividade e o espírito crítico dos alunos; levar os jovens a explorarem um conjunto articulado de saberes, da língua portuguesa às tecnologias e às artes, envolvendo-os com novas literacias.
in, PNL

Memórias

 Ao longo da minha vida tive várias memórias, no entanto umas marcaram mais do que outras, principalmente, algumas memórias em criança. Um exemplo disso foi o meu professor da primária, o professor Rui. Quando eu entrei para o primeiro ciclo deparei-me com um professor muito exigente, com uma voz grossa, rigoroso, mas muito bom professor. Eu era muito tímida, e não tinha muita autoestima, então sempre que ele me perguntava alguma coisa eu respondia a medo, medo de responder mal. O professor mandava trabalhos de casa e eu fazia sempre o dobro ou o triplo do que ele mandava e achava sempre que era pouco. Comecei a não dormir de noite, lembro-me como se fosse hoje, na altura em que aprendi os ditongos, acordar a meio da noite a chorar e a dizer à minha mãe que o professor ia perguntar-me os ditongos e eu não ia saber (era um medo psicológico pois eu já sabia tudo “de cor e salteado”). Aos fins de semana ganhava febre, e os meus pais começaram a ficar preocupados comigo, pois não percebiam  bem o porquê de eu ficar assim, até que perceberam que era o medo de segunda feira ter de ir para a escola, era uma espécie de um “trauma” que eu tinha do professor, mas atenção, ele nunca me tinha falado alto, nem ralhado comigo, mas como via por vezes ele a fazer isso com colegas meus mais rebeldes eu sentia que também ia fazer comigo!

 Nessa altura os meus pais foram falar com o professor sem eu saber, e o professor nunca tinha reparado isso em mim, pois eu era sempre a primeira a acabar tudo e fazia as coisas bem, e o professor Rui costumava mandar mais trabalhos pois não sabia o que havia de me mandar fazer mais, no entanto a partir desse dia, sempre que acabava os trabalhos o professor dizia para ir ajudar os meus colegas, e esse meu trauma foi desaparecendo, e a minha baixa autoestima também.

 Foi meu professor durante quatro anos, ou seja, o primeiro ciclo todo, e na despedida do primeiro ciclo para o básico, tanto eu como os meus colegas choramos pois marcou nos muito pela positiva. Ainda agora, passado oito anos, é das primeiras pessoas a desejar-me um feliz aniversário! É uma memória, que nunca me irei esquecer, pois aprendi e cresci muito com ela!

Inês Pedrosa, 12º B

Memórias

            Poucas são as memórias que nos ficam dos nossos primeiros anos de vida, mas alguns momentos despertam alegria e felicidade, ou até mesmo tristeza. Um dos prazeres da vida é poder recordar essas memórias.

            Eu conheci apenas um bisavô e fui a sua única bisneta. Entre nós, dá para imaginar, o amor e carinho que se desenvolveu. Faleceu quando eu tinha apenas cinco anos, mas as lembranças que tenho animam-me sempre. Quando era mais nova adorava batatas fritas da marca “Ruffles”, de saca azul. De todas as vezes que ia jantar a casa dos meus avós, o meu “bisa” tinha uma saca de batatas fritas para mim, de todas as marcas e cores, mas nunca acertava nas que eu gostava, e eu, criança inocente, resmungava sempre com ele. Um dia a situação de saúde do meu “bisa” piorou e foi para o hospital. Depois de insistir com os médicos para eu poder ir visitá-lo, deixaram e ele disse-me “na primeira gaveta da minha cómoda do meu quarto, tem uma saca de batatas para ti”. Nesse mesmo dia, faleceu. Quando abri a gaveta, estavam lá as batatas fritas e pela primeira vez tinha acertado, eram da marca “Ruffles”, de saca azul. Esta pequena história emociona-me, mas também me alegra de cada vez que penso nele e no seu carinho.

            Há pequenas lembranças que parecem ser insignificantes, mas podem mudar a forma como lidamos com as pessoas no nosso dia-a-dia.

Estou certa de que o meu bisavô estará sempre comigo.

Inês Barreto, 12º B

Memórias

Todos somos constituídos por lembranças do nosso passado, como por exemplo, momentos em família, professores marcantes no nosso percurso escolar, entre outros. Esses episódios fazem com que formemos a nossa identidade.

Lembro-me de quando era muito pequena e de sentir o toque e o cheiro da minha avó. Lembro-me de crescer ao lado dela, de a ver sorrir, cantar e claro como qualquer avó me dar tudo o que eu pedia. Quando fecho os olhos, por vezes, parece que ainda vejo o seu sorriso. Ali está ela a rir-se para mim. Sempre vivi grandes aventuras com ela. Quando já tinha 5 anos e ela tinha um café, ainda me recordo de tudo e, quando vou ao estabelecimento que agora está mudado, fecho os olhos e relembro tudo o que ali vivi. O meu pai e os meus tios todos lá, a fazer grandes festas, a minha avó de volta da cozinha - se alguém sabia cozinhar era ela - os primos todos a brincar no campo ao lado e claro as nossas mães sempre a reclamar. As chávenas, a máquina de café, as batatas fritas da Matutano - que a minha avó nos dava sempre - o sofá na cozinha para podermos dormir de tarde, tudo isso vem outra vez, naquele bocadinho em que fecho os olhos. Lembro-me também que na casa dela, naquele espaço onde todos os aniversários foram e são festejados, assim como todos o(s) ano(s) novo(s), e toda aquela família que quase não se acomoda na sala devido ao número, e ela lá na ponta a dizer para nos portamos bem e sempre a dar-nos esperança para o nosso futuro, a cada aniversário. No último dia que estive com ela - uma memória que efetivamente vai ficar para sempre - lembro-me perfeitamente de cada detalhe: o seu pucho no cabelo, a saia preta que tanto gostava e aquela cara que com um sorriso me disse, quando já me ia embora, para nunca me esquecer dela mesmo quando ela cá não estivesse e para perseguir os meus sonhos, pois tudo o que sonhamos, com trabalho, alcançamos. Agora relembro a minha avó como uma lutadora, que apesar de o marido ter ido para a Alemanha conseguiu cuidar de um café e de sete filhos sempre, muito sorridente apesar de todas as adversidades.

Desde muito cedo me foi incutido, por ela, os valores da família e o do respeito, daí olhar para a sociedade com  o respeito que merece.      

Beatriz Vilas Boas, 12º B

Memórias

No meio de todas as memórias importantes e marcantes na nossa vida, por vezes as melhores e que mais se destacam são as mais simples que nunca pensamos que nos iriamos lembrar passados muitos anos, mas que ainda nos conseguem dar aquele sentimento de nostalgia e felicidade.

Ainda me lembro bem de quando eu, em criança, chegava a casa da escola. Era sempre igual. Chegava na carrinha da escola, já ao fim da tarde, juntamente com o meu primo, um ano mais velho que eu, e a minha avó estava à nossa espera, na paragem onde nós saíamos para irmos juntos para casa, uns metros à frente. Cumprimentávamos sempre a vizinha da frente, que ia buscar a criança de quem tomava conta. Ainda hoje, quando me vê, me reconhece e pergunta sobre mim.

Chegávamos a casa, todos eufóricos, a correr para arrumarmos as coisas e podermos ir brincar juntos. A minha avó, sempre com muita paciência, lá ia atrás de nós, sempre preocupada para nós não cairmos. Sendo de idades próximas, eu e o meu primo andávamos sempre juntos, tínhamos sempre alguém com quem estar. Já não me lembro bem o que fazíamos, arranjávamos sempre tantas formas de nos entreter (jogar à bola, saltar à corda...). Fazíamos tudo e nada. Lembro-me, particularmente, do cuidado que tínhamos de ter para conseguirmos ir buscar a corda do meu avô, pois tínhamos de passar pelo cão dele - eu tinha uma fobia enorme de cães – especialmente, após ter sido mordida. O meu primo, sempre o meu protetor, ia à frente e dizia-me quando eu podia passar. E assim nós passávamos todas as tardes, na companhia um do outro. Ele ia sempre para casa antes de mim. Quando ele se ia embora, eu ficava com os meus avós que, coitados, tinham de arranjar uma forma de me entreter. O meu avô estava sempre pronto a jogar cartas comigo e a minha avó, com paciência, deixava-me estar ao lado dela enquanto ela cozinhava, e eu, criança irrequieta que era quando lá estava, queria sempre imitá-la. Reconheço agora a paciência que ela teve na altura para tomar conta de mim todos os dias.

Hoje, eu e o meu primo crescemos e a minha avó já cá não está, mas ainda me consigo lembrar das tardes em que ele me fez companhia e em que os meus avós tomaram conta de mim, com tanto carinho e paciência.

Inês Silva, 12º A

Aulas presenciais. Regresso à escola

Divulgação

Manual de instruções para o regresso à escola

"Os intervalos devem decorrer, por norma, dentro da sala. Cada aluno deve ocupar uma secretária. O horário de algumas disciplinas pode ser reduzido. As bibliotecas terão lotação limitada. Há regras para professores de grupos de risco. E para usar o refeitório".

O Ministério da Educação enviou nesta terça-feira às escolas as orientações que devem ter em conta na reorganização do seu funcionamento para receber os alunos do 11.º e 12.º anos,  bem como os dos 2.º e 3.º anos do cursos de dupla certificação do ensino secundário. 

Algumas das normas do documento ministerial.

  • Concentrar, sempre que possível, as aulas das diferentes disciplinas de cada turma de modo a evitar períodos livres entre aulas.
  • Concentrar, sempre que possível, as aulas de cada turma, preferencialmente durante o período da manhã ou da tarde.
  • Privilegiar a utilização de salas amplas e arejadas, sentando um aluno por secretária. 
  • Quando o número de alunos da turma tornar inviável o cumprimento das regras de distanciamento físico nos espaços disponíveis, as escolas podem desdobrar as turmas, recorrendo a professores com disponibilidade na sua componente lectiva. Caso esta ou outra via não sejam viáveis, pode ser reduzida até 50% a carga lectiva das disciplinas leccionadas em regime presencial, organizando-se momentos de trabalho autónomo nos restantes tempos.
  • Os intervalos entre as aulas devem ter a menor duração possível, devendo os alunos permanecer, em regra, dentro da sala.

Sem salas de convívio e bibliotecas reduzidas a um terço da lotação

  • Devem evitar a concentração de alunos nos espaços comuns da escola.
  • Devem encerrar os serviços e outros espaços não necessários à atividade letiva (bufetes/bares; salas de apoio; salas de convívio de alunos e outros).
  • Espaços como bibliotecas e salas de informática devem ver reduzida para um terço a sua lotação máxima e dispor de sinalética que indique os lugares que podem ser ocupados por forma a garantir as regras de distanciamento físico.
  • Há que definir procedimentos para utilização dos refeitórios, designadamente com as seguintes normas de funcionamento: períodos de almoço, sempre que possível, desfasados entre turmas, de forma a respeitar as regras de distanciamento e evitando a concentração de alunos; lavagem/desinfecção das mãos antes e após o consumo de qualquer refeição por parte de qualquer utente do refeitório, bem como utilização obrigatória de máscara por parte dos funcionários; preparação do tabuleiro e entrega, a cada aluno, por um funcionário, à entrada da linha do refeitório; talheres e guardanapos devem ser fornecidos dentro de embalagem.

Janelas abertas

  • Reforçar equipas de educação para a saúde nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, compostas por pessoal docente e não docente, em colaboração permanente com os centros de saúde (equipas de saúde escolar), associações de pais, estudantes e outros — responsáveis por elaborar e coordenar os respetivos planos de saúde.
  • O ministério divulgou ainda um documento com uma série de medidas de limpeza e desinfeção que devem ser postas em prática nas escolas.

Professores de grupos de risco

  • Caso os professores das disciplinas a funcionar em regime presencial pertençam atestadamente a um grupo de risco, podem as escolas adotar as seguintes estratégias: redistribuição do serviço docente; manutenção das aulas desse professor em sistema remoto, devendo ser assegurada coadjuvação presencial; as escolas podem adotar outras estratégias que entendam ser mais adequadas, designadamente quanto à substituição dos docentes e locais das atividades letivas, garantindo a maior eficácia das medidas de contenção do coronavírus.

Quem volta à escola?

  • Cursos científico-humanísticos: realizam-se presencialmente todas as aulas das disciplinas com oferta de exame nacional. Os alunos frequentam estas disciplinas, independentemente de virem a realizar os respetivos exames. Os alunos de outras ofertas educativas, designadamente do ensino recorrente, podem frequentar estas disciplinas, sempre que manifestem a intenção de eleger os exames finais nacionais como provas de ingresso para o ensino superior.
  • Ensino profissional e artístico: os alunos frequentam, em regime presencial, as disciplinas da componente de formação sociocultural/geral e científica, com a mesma designação ou com conteúdos idênticos das que têm oferta de exames finais nacionais dos cursos científico-humanísticos, independentemente de terem manifestado a intenção de eleger os respectivos exames finais nacionais como provas de ingresso para o ensino superior. Podem ainda ser retomadas as actividades lectivas e formativas presenciais nas disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho quando, designadamente por requererem a utilização de espaços, instrumentos e equipamentos específicos, não possam ocorrer através do ensino a distância ou da prática simulada e seja garantido o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde.
  • Todas as outras disciplinas continuam a funcionar remotamente.

       Fonte: DGE/DGS