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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Lenços dos Namorados

Lenço dos namorados

Lenços dos Namorados

No âmbito da Semana dos Afetos, os alunos da turma do 8º A abraçaram, com entusiasmo, o desafio lançado pela professora de Português no sentido de recriarem os tão populares tradicionais lenços dos namorados. Assim nasceram estas lindas quadras, que aqui partilhamos convosco.

Soltas em quadradinhos coloridos por pequenos artistas, são, sem dúvida, bem merecedoras de partilha.

 

 

 

Memórias

 Ao longo da minha vida tive várias memórias, no entanto umas marcaram mais do que outras, principalmente, algumas memórias em criança. Um exemplo disso foi o meu professor da primária, o professor Rui. Quando eu entrei para o primeiro ciclo deparei-me com um professor muito exigente, com uma voz grossa, rigoroso, mas muito bom professor. Eu era muito tímida, e não tinha muita autoestima, então sempre que ele me perguntava alguma coisa eu respondia a medo, medo de responder mal. O professor mandava trabalhos de casa e eu fazia sempre o dobro ou o triplo do que ele mandava e achava sempre que era pouco. Comecei a não dormir de noite, lembro-me como se fosse hoje, na altura em que aprendi os ditongos, acordar a meio da noite a chorar e a dizer à minha mãe que o professor ia perguntar-me os ditongos e eu não ia saber (era um medo psicológico pois eu já sabia tudo “de cor e salteado”). Aos fins de semana ganhava febre, e os meus pais começaram a ficar preocupados comigo, pois não percebiam  bem o porquê de eu ficar assim, até que perceberam que era o medo de segunda feira ter de ir para a escola, era uma espécie de um “trauma” que eu tinha do professor, mas atenção, ele nunca me tinha falado alto, nem ralhado comigo, mas como via por vezes ele a fazer isso com colegas meus mais rebeldes eu sentia que também ia fazer comigo!

 Nessa altura os meus pais foram falar com o professor sem eu saber, e o professor nunca tinha reparado isso em mim, pois eu era sempre a primeira a acabar tudo e fazia as coisas bem, e o professor Rui costumava mandar mais trabalhos pois não sabia o que havia de me mandar fazer mais, no entanto a partir desse dia, sempre que acabava os trabalhos o professor dizia para ir ajudar os meus colegas, e esse meu trauma foi desaparecendo, e a minha baixa autoestima também.

 Foi meu professor durante quatro anos, ou seja, o primeiro ciclo todo, e na despedida do primeiro ciclo para o básico, tanto eu como os meus colegas choramos pois marcou nos muito pela positiva. Ainda agora, passado oito anos, é das primeiras pessoas a desejar-me um feliz aniversário! É uma memória, que nunca me irei esquecer, pois aprendi e cresci muito com ela!

Inês Pedrosa, 12º B

Memórias

            Poucas são as memórias que nos ficam dos nossos primeiros anos de vida, mas alguns momentos despertam alegria e felicidade, ou até mesmo tristeza. Um dos prazeres da vida é poder recordar essas memórias.

            Eu conheci apenas um bisavô e fui a sua única bisneta. Entre nós, dá para imaginar, o amor e carinho que se desenvolveu. Faleceu quando eu tinha apenas cinco anos, mas as lembranças que tenho animam-me sempre. Quando era mais nova adorava batatas fritas da marca “Ruffles”, de saca azul. De todas as vezes que ia jantar a casa dos meus avós, o meu “bisa” tinha uma saca de batatas fritas para mim, de todas as marcas e cores, mas nunca acertava nas que eu gostava, e eu, criança inocente, resmungava sempre com ele. Um dia a situação de saúde do meu “bisa” piorou e foi para o hospital. Depois de insistir com os médicos para eu poder ir visitá-lo, deixaram e ele disse-me “na primeira gaveta da minha cómoda do meu quarto, tem uma saca de batatas para ti”. Nesse mesmo dia, faleceu. Quando abri a gaveta, estavam lá as batatas fritas e pela primeira vez tinha acertado, eram da marca “Ruffles”, de saca azul. Esta pequena história emociona-me, mas também me alegra de cada vez que penso nele e no seu carinho.

            Há pequenas lembranças que parecem ser insignificantes, mas podem mudar a forma como lidamos com as pessoas no nosso dia-a-dia.

Estou certa de que o meu bisavô estará sempre comigo.

Inês Barreto, 12º B

Memórias

Chamamos memórias aquilo que queremos recordar, consciente ou inconscientemente, mas que no fundo, fazem parte da nossa identidade pessoal, que nos carateriza e nos estrutura o pensamento. A memória é uma espécie de pilar para formularmos a nossa vida.

Recordo-me perfeitamente da primeira vez que fui com o meu pai ao estádio do Porto ver o jogo de apresentação da equipa e lembro-me como se fosse hoje que ganhamos 2-1 ao Vila Real. Foi uma autêntica festa nas bancadas, porque havia jogadores novos, que por acaso tinham sido autores dos golos e então deixavam-me sempre na espectativa de que estes teriam sido um bom investimento para o clube. Recordo esse dia com a mesma emoção que senti no dia do jogo, pois era uma experiência completamente diferente, consegui sentir a vibração da claque a chamar pelos jogadores, a reclamar com eles e  o carinho com que os jogadores se despediam dos adeptos no final do jogo, independentemente de tudo.
 Até ao dia de hoje, quando me lembro deste episódio, sinto um ligeiro arrepio, pois apesar de ter sido um dia emocionante  ver o meu clube, nunca iriei esquecer que foi essencial ter a companhia do meu pai, a apoiar-me, a fazer-me feliz, e acima de tudo foi mais um de muitos momentos espetaculares com a família, e por isso, quando vou a estádios de futebol, ou simplesmente vejo futebol na televisão, lembro-me sempre desse dia com o meu pai e sinto o mesmo sentimento que senti há anos atrás.
Portanto, essa memória nunca irei esquecer porque faz parte da minha história, da minha personalidade e, no futuro, de certeza, irei contar esta memória às gerações seguintes.

Filipa Brito,  12º A

Memórias

No meio de todas as memórias importantes e marcantes na nossa vida, por vezes as melhores e que mais se destacam são as mais simples que nunca pensamos que nos iriamos lembrar passados muitos anos, mas que ainda nos conseguem dar aquele sentimento de nostalgia e felicidade.

Ainda me lembro bem de quando eu, em criança, chegava a casa da escola. Era sempre igual. Chegava na carrinha da escola, já ao fim da tarde, juntamente com o meu primo, um ano mais velho que eu, e a minha avó estava à nossa espera, na paragem onde nós saíamos para irmos juntos para casa, uns metros à frente. Cumprimentávamos sempre a vizinha da frente, que ia buscar a criança de quem tomava conta. Ainda hoje, quando me vê, me reconhece e pergunta sobre mim.

Chegávamos a casa, todos eufóricos, a correr para arrumarmos as coisas e podermos ir brincar juntos. A minha avó, sempre com muita paciência, lá ia atrás de nós, sempre preocupada para nós não cairmos. Sendo de idades próximas, eu e o meu primo andávamos sempre juntos, tínhamos sempre alguém com quem estar. Já não me lembro bem o que fazíamos, arranjávamos sempre tantas formas de nos entreter (jogar à bola, saltar à corda...). Fazíamos tudo e nada. Lembro-me, particularmente, do cuidado que tínhamos de ter para conseguirmos ir buscar a corda do meu avô, pois tínhamos de passar pelo cão dele - eu tinha uma fobia enorme de cães – especialmente, após ter sido mordida. O meu primo, sempre o meu protetor, ia à frente e dizia-me quando eu podia passar. E assim nós passávamos todas as tardes, na companhia um do outro. Ele ia sempre para casa antes de mim. Quando ele se ia embora, eu ficava com os meus avós que, coitados, tinham de arranjar uma forma de me entreter. O meu avô estava sempre pronto a jogar cartas comigo e a minha avó, com paciência, deixava-me estar ao lado dela enquanto ela cozinhava, e eu, criança irrequieta que era quando lá estava, queria sempre imitá-la. Reconheço agora a paciência que ela teve na altura para tomar conta de mim todos os dias.

Hoje, eu e o meu primo crescemos e a minha avó já cá não está, mas ainda me consigo lembrar das tardes em que ele me fez companhia e em que os meus avós tomaram conta de mim, com tanto carinho e paciência.

Inês Silva, 12º A

Dia Mundial da Língua Portuguesa

A  UNESCO oficializou o 5 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. A decisão foi ratificada em novembro, em Paris,  na conferência geral do conselho executivo da organização.

Hoje, 5 de maio de 2020 é o primeiro "Dia Mundial da Língua Portugues", da língua partilhada por cerca de 260 milhões de pessoas que vivem espalhadas pelo mundo e a quem a pandemia, uma vez mais, impediu que se celebrasse o primeiro dia mundial da Língua de Camões.

Partilhamos alguns links como forma de assinalarmos a data.

Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres

Concurso literário

RTP assinala o Dia da Língua Portuguesa com eventos online

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Hoje, dia 5 de maio de 2020, o PNL2027 associa-se à celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa. Aceda ao portal do PNL2027, oiça o depoimento de António Nóvoa, Embaixador de Portugal junto da UNESCO, a notícia do lançamento do concurso literário “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, o testemunho de João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação e linguista, e veja ainda:

- Livros PNL...

- Literatura em português

- Para ler e ouvir

- Ainda usamos estas palavras? – Resultados do inquérito público online

- Jogos e quizzes de língua portuguesa PNL

- Recursos

- Livros e Quizzes sobre Língua Portuguesa

- Festival 5L 

Carta a um Filósofo, na Semana da Leitura

“Carta a um Filósofo” (…na semana da leitura)kant.jpg

Excelentíssimo Sr. Immanuel Kant,

Tenho estudado a sua Teoria da Moral nas aulas de Filosofia e gostaria de lhe expressar a minha opinião sobre a mesma.

A ideia de que devemos avaliar as intenções das nossas ações para saber se elas são boas ou más fez-me pensar se todas as minhas ações – até ali consideradas boas – tiveram uma intenção pura, ou seja, se foram realizadas por puro respeito pelo dever e por uma vontade santa. Observando algumas delas, já que é difícil observá-las todas, cheguei à conclusão de que nem sempre as minhas ações foram realizadas por puro respeito pelo dever, mas sim, para satisfazer o meu bem próprio, de forma egoísta. Ora o que o Sr. defende é que as ações devem ser altruístas, sem nenhum interesse particular, respeitando as máximas do imperativo categórico.

A sua teoria fez-me ver que as intenções de uma ação são importantes pois como o Sr. afirma na enunciação do imperativo categórico, devemos agir de tal forma que tratemos a Humanidade como um fim em si mesmo e nunca como um meio.

Sei que algumas ações, realizadas por interesses egoístas, tem como consequência a felicidade de muitos, contudo não posso deixar de considerar a sua teoria muito interessante. Ela fez-me refletir sobre o valor das minhas ações e será sempre uma inspiração na minha vida, um ponto de partida para uma reflexão sobre a minha atuação no Mundo.

Teria sido um prazer enorme conhecê-lo, debater estas e outras questões com o eminente sábio que foi.

Muito obrigada!

Maria Helena Gomes Figueiredo, nº 17, 10º A

Diários de Escrita

A Importância de Viajar

Desde os primórdios da Humanidade, os Humanos sempre sentiram necessidade de viajar, e, hoje em dia, continua a ser dos hábitos mais regularmente praticados.

As viagens são importantes em termos de lazer, já que, na grande maioria das viagens, deixa-se um pouco de parte a vida profissional e tira-se um tempo para estar connosco ou com os que gostamos, o que se reveste de muita importância.

Viajar, a nível particular e/ou familiar, também é importante em termos de turismo, dado que este é um dos maiores mercados atuais e, ao viajar, estamos a apoiá-lo. O turismo é tão importante que foi feito um estudo a revelar que sem este enorme mercado o mundo não estaria nada similar ao atual em termos de desenvolvimento.

Por outro lado, viajar também pode ter consequências pejorativas, visto que ao juntar pessoas de diferentes etnias e países, aumenta o risco de xenofobia e racismo. Há inúmeros relatos de indivíduos que eram de uma determinada etnia, emigraram ou viajaram temporariamente para outro país, e foram muito julgados e criticados a nível social. Não obstante, são muitos os que defendem as mais valias das trocas culturais e do mundo globalizado... Afinal de contas, a tolerância e a aceitação só se desenvolvem em contacto com as diferenças.

Em jeito de conclusão, viajar é fulcral para o desenvolvimento de cada indivíduo e, consequentemente, para cada sociedade, que se reflete tanto aos níveis de bem-estar pessoal, como social, económico e até político.

Marcos Torres nº16 8ºB