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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Diários de Escrita

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O livro “ A Pérola ” conta-nos a história de uma pobre família mexicana, formada por Kino, um pescador, Juana, sua mulher, e Coyotito, o filho de ambos. Numa manhã que aparentava ser uma simples manhã, Coyotito foi picado no ombro por um escorpião. Sem saber o que fazer, Juana encostou os seus lábios sobre o ombro de Coyotito e sugou o veneno do corpo da criança. Sem certeza de que tinha resultado, Juana convenceu Kino a irem ao médico na cidade. No entanto, este decidiu que não os atenderia, pelo facto de serem pobres, não tendo dinheiro para pagar os tratamentos da criança. Frustrados com a atitude deste, decidiram ir para o mar na esperança de encontrarem uma pérola para pagar os tratamentos de Coyotito. Recolhendo todas as ostras, Kino, regressou à canoa, onde as abriu uma a uma. Na última ostra que lhe restava abrir estava escondida uma das maiores e mais belas pérolas: a Pérola do Mundo. No preciso mesmo momento em que Kino retira a pérola da ostra, o inchaço e a dor no ombro de Coyotito desapareceram. Rapidamente a notícia de que Kino tinha encontrado a pérola do Mundo se espalhou pela cidade. Com a Pérola em sua posse, Kino sonhava vendê-la e com o dinheiro casar-se-ia com Juana, colocaria Coyotito numa escola e compraria uma espingarda para poder defender-se.

Na manhã seguinte, deslocaram-se à Praia para junto dos Compradores de Pérolas, que lhe apresentaram um valor extremamente baixo pela pérola. Quando soube que Kino tinha em sua posse a Pérola do Mundo, o médico dirigiu-se à cabana, desculpando-se pelo facto de não ter atendido a criança durante a manhã. Apesar de a criança já estar bem, o médico afirmava que não, e dirigindo-se a Coyotito, deu-lhe um comprimido que supostamente o trataria. Tal não aconteceu e a criança ficou ainda pior. Perante a situação, Juana, achando que a Pérola estava amaldiçoada, sugeriu a Kino que se livrasse dela, mas este recusou. Então, Juana tentou livrar-se dela, mas não teve tempo, pois foi apanhada por Kino. Enquanto regressava à cabana, Kino foi agredido pelo homem que lhe tentava tirar a pérola e em sua defesa matou-o. Quando regressaram à cabana, repararam que tinha sido assaltada e que estava a arder. 

Para escapar à Polícia, decidiram fugir para as montanhas. Estavam a ser perseguidos por dois batedores e um homem a cavalo. Durante a noite, Kino matou-os, mas antes de morrer um dos homens lançou um tiro para o ar, atingindo Coyotito que se escondia com Juana numa cabana no topo da montanha. Depois da morte de Coyotito, Kino e Juana decidem regressar à cidade onde viviam. Kino decidiu devolver a pérola ao mar por a achar feia, cinzenta e ulcerada e por conseguir ver nela Coyotito estendido na Cabana com a parte superior da cabeça arrancada.

Ao longo deste livro são abordados vários temas nomeadamente a ganância do médico, o que se pode verificar quando ele se vira para o empregado perguntando “- Ele tem dinheiro?- perguntou o médico – Não, eles nunca têm dinheiro. Eles acham que eu, apenas eu, tenho de trabalhar de graça…e eu estou farto disso. Vai ver se ele traz dinheiro!” (livro página 15). Verificamos também a presença de racismo quando o médico diz: “ – E eu não tenho mais nada que fazer senão curar picadas de insetos dos «pobres índios»? Eu sou médico não sou veterinário.” (livro página 15). Para além disso, consegui verificar a presença da Ambição humana, nomeadamente na personagem de Kino, visto que este não se contentou com o valor que lhe fora oferecido pela pérola. No entanto, com o decorrer do texto verificamos que esta ambição se foi tornando cada vez maior, visto que Kino se tornou cada vez mais uma pessoa agressiva que apenas via uma solução para os seus problemas: matar as pessoas que lhe faziam frente. Por fim, temos também presente a persistência por parte de Kino, visto que este não desistia de lutar pela venda da pérola por um valor que lhe parecia justo.

O livro “A Pérola” conta-nos a triste e, ao mesmo tempo, bela história de uma pobre família Índia. Tal como é referido na Sinopse “ A Pérola constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo em que vivemos”. Na minha opinião, é um livro muito bom que aborda temas da atualidade o que nos dá a sensação de que foi escrito no momento e nos permite identificarmo-nos com as personagens. Para além disso, é um livro de fácil leitura que nos prende à história. Apesar de ser um livro pequeno, tem uma história enorme que cada um pode interpretar à sua maneira.

Adorei ler este livro que é, sem dúvida, uma boa recomendação de leitura.

Texto da aluna,  Clara Sá, 9º A, vencedora do CNL - fase escolar

 

 

 

CNL - Concurso Nacional de Leitura

No dia 13 de dezembro, a Escola Secundária de Barcelinhos realizou a 13.ª edição do Concurso Nacional de Leitura – fase escolar. Participaram cerca de 70 alunos do 3.º ciclo e secundário.

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Os alunos inscritos leram a obra, previamente selecionada, “A Pérola” de John Steinbeck, 3º ciclo e “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway, para o secundário e, hoje, responderam a um questionário online, seguido de uma prova de expressão escrita em suporte papel, sobre as obras.
Foram selecionados dois alunos por nível de ensino, para representar a escola na fase municipal: Clara Isabel Vilas Boas de Sá e Ângela da Silva Fonseca, do terceiro ciclo; Sara Patrícia da Costa Loureiro e Joana Araújo Costa, do secundário.

O concurso teve a colaboração da equipa da Beaf e do departamento de Português.

Inserida no PNL - Plano Nacional de Leitura Ler +, esta iniciativa é promovida pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), contando com o apoio da Rede das Bibliotecas Escolares (RBE) e Biblioteca Municipal, através da RBEBarcelos.

 

 

 

 

Direitos Humanos

Comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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As turmas do 10º ano de escolaridade, cursos Científico e Tecnológico, de Ciências Socioeconómicas e de Línguas e Humanidades realizaram uma atividade inserida no Projeto de Cidadania e Desenvolvimento, que teve como objetivo primordial a comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta decorreu na Biblioteca António Ferraz, no dia 13 de dezembro,  integrando o cartaz da "Semana Concelhia dos Direitos Humanos".

Na persecução dos objetivos previamente definidos, os alunos Pedro Rocha e Leonor Simões, apresentaram o convidado, Dr. Miguel Novais, presidente da Associação SOPRO,  ONG - Organização Não Governamental para o Desenvolvimento. Na sua dissertação, o convidado deu a conhecer a história desta Declaração e, prestando o seu testemunho pessoal como voluntário, sensibilizou todos presentes para a necessidade de centrarem os seus comportamentos cívicos no respeito absoluto pela dignidade da pessoa. A sua intervenção permitiu, ainda, informar os jovens das atividades desenvolvidas pela SOPRO e da necessidade de todos colaborarem na promoção de valores solidários, em nome do bem comum. No decurso da atividade, os alunos do 10º ano, turma C, declamaram o poema de António Gedeão, “Lágrima de Preta” e os alunos do 10º ano, da turma B apresentaram um vídeo criado e interpretado por eles, que retratava as alterações ocorridas ao nível do estatuto da mulher, tendo como inspiração a obra de Gil Vicente, "Farsa de Inês Pereira".

A atividade deu-se por terminada com a atuação dos alunos do 10ºB com a interpretação da canção "Imagine", de John Lennon.

Os objetivos foram alcançados e os alunos assumiram responsavelmente a dinamização da atividade.

 

 

 

Feira do Livro

A Freira do Livro da Escola Secundária de Barcelinhos, a decorrer entre os dias 10 e 14 de dezembro, acolheu, num ambiente de simplicidade, o escritor Raúl Minh’alma.

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O autor, cujo tipo de escrita e de leitura se enquadra numa perspetiva que agrada a grande parte dos jovens adolescentes, prendeu a atenção dos alunos presentes. Após uma breve apresentação do jovem escritor, os alunos tiveram a possibilidade de o ouvir discorrer sobre algumas ideias, sem nunca pretender tocar nos seus livros.

A atenção dispensada foi retribuída com a resposta a uma série de questões colocadas pelos participantes, tentando satisfazer a curiosidade que os dominava.

Uma sessão de autógrafos fechou “com chave de ouro” a ação desenvolvida.

Ao longo da semana, está a desenvolver-se uma feira de venda de livros, no espaço da Biblioteca António Ferraz; serão desenvolvidas diversas atividades, pretendendo envolver a comunidade educativa e incentivar o uso da biblioteca como espaço de cultura e de partilha de conhecimentos.

 

Dia do Diploma 2017-2018

Dia do Diploma do Ensino Básico e Secundário.

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Na passada sexta-feira, decorreu na ESBarcelinhos a entrega dos diplomas do quadro de excelência e de valor aos alunos do ensino básico e secundário. Numa cerimónia simples mas muito concorrida por alunos, professores, encarregados de educação e familiares, os diretores de turma entregaram aos alunos o diploma da sua prestação ao longo do ano letivo de 2017/2018.

O reconhecimento da excelência é um direito consignado no estatuto do aluno na ética escolar e no regulamento interno da ESB e, como tal, os alunos da escola viram valorizados o mérito, a dedicação, a assiduidade e o esforço no trabalho, o desempenho escolar, assim como o empenhamento em ações meritórias.

Abrilhantaram a cerimónia as alunas do 7º ano com um momento de dança, a Mariana Figueiredo com a interpretação da música, “Let Her Go” de Passenger, a aluna Daniela Sá com a declamação do poema, “Lisbon Revisited”, de Álvaro de Campos e ainda o aluno Simão Gomes com a declamação do poema “Cântico Negro” de José Régio. 

Os alunos do curso de Turismo fizeram o acolhimento de todos os convidados do evento. 

 

  

Semana Concelhia dos Direitos Humanos

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Ao longo da semana, está em curso a “Maratona de Cartas”. Com esta ação pretendemos sensibilizar a comunidade escolar e educativa para um conjunto de casos selecionados, o que poderá resultar numa melhoria das condições de vida para os defensores de direitos humanos. Todas as assinaturas serão enviadas para a sede da Amnistia Internacional em Lisboa, unindo-nos, assim, aos milhões de apelos oriundos de todo o mundo e com os mesmos objetivos: Por fim à violação dos Direitos Humanos.

Este ano os casos são:

Atena Daemi, sonha com o fim da pena de morte no Irão.

Marielle Franco, lutou destemidamente por um Rio de Janeiro mais justo.

Nonhle Mbuthuma, lidera a luta da sua comunidade contra uma empresa mineira que quer explorar titânio na sua terra ancestral.

Geraldine Chacón, sempre quis defender outras pessoas. É por isso que ajuda a capacitar jovens a defenderem os seus direitos na sua cidade, Caracas.

Vitalina Koval, trabalha arduamente para defender os direitos LGBTI e os direitos das mulheres na sua cidade natal, Uzghorod, na Ucrânia.

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