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Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

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"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

03.Nov.17

Diários de Escrita, por Duarte Martins, 12º A

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 Claques, a essência do desporto!

Como todos sabemos, o desporto move multidões e, como tal, em todos os desportos, deparamo-nos, sempre, com um grupo de pessoas que se junta apoiando mais freneticamente o clube do seu coração e seguindo-o para todo o lado, independentemente das causas e consequências que isso poderá acarretar: as chamadas “claques”.

Frequentemente, as claques estão associadas à violência, drogas e outros crimes devido às constantes notícias de intervenções das forças policiais em conflitos entre adeptos de claques rivais. Mas será isso razão para eliminar por completo as claques? Será que devemos ver as claques como um conjunto de “radicalistas do desporto” ou como algo inerente ao desporto?

A meu ver, estes fervorosos adeptos, devotos do coração, são uma espécie de mola impulsionadora para os atletas e para todos aqueles que assistem aos jogos. Já imaginaram um jogo de futebol sem os característicos cânticos, sem os aplausos calorosos, sem as bandeiras e os cachecóis a esvoaçar? Já imaginaram? Seria como uma sala de cinema sem pipocas nem público, como uma jarra sem flores ou um livro sem páginas.

Sem claques e sem a respetiva energia a impulsionar os jogadores e os restantes espectadores, ver um jogo seria apenas “assistir a um jogo”, pois as claques são a cereja no topo do bolo, são o que dá a cor, brilho e competitividade a um jogo! É a diferença entre uma partida e um espetáculo de desporto, logo seria impensável a eliminação das claques.

Face ao exposto, o que fazer quando há tanta polémica relativamente às claques? A meu ver, a solução é um efetivo controlo das mesmas, ou seja, fizeram asneira ou fomentaram a violência? Banidos durante alguns meses... e assim sucessivamente. Desta forma, se forem verdadeiras amantes do desporto, as claques vão controlar-se internamente e vão compreender que, no desporto, não há lugar para violência, mas para a camaradagem, a alegria e a união.