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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

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Diários de Escrita

 A intervenção do Homem na Terra

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            A relação do Homem com a Terra é, atualmente, um dos assuntos mais debatidos e discutidos, com as alterações climáticas a ocuparem um lugar de destaque. Porém, esse tema ainda está envolvido em muitas contradições e gera alguma discordância.

           Com efeito, apesar de já haver muita gente que queira proteger o planeta em que vivemos, ainda há quem não acredite que as nossas ações na Terra virão a ter consequências mais graves no futuro e continua a agir normalmente, fazendo, por vezes, tudo o que puderem para enriquecer.

           Porém, nem sempre foi assim. Apesar de os problemas ambientais não serem uma coisa propriamente recente, no passado, o Homem intervinha muito menos no ambiente, retirando  menos recursos à natureza e gerando menos resíduos, vivendo em harmonia com o planeta. Todavia, com o passar do tempo, o Homem começou a desprezar cada vez mais a Terra e, principalmente a partir da revolução industrial, a poluição começou a crescer.

        De facto, os problemas ambientais têm vindo a agravar-se e as consequências das nossas ações começam a manifestar-se. É exemplo disso o buraco da camada de ozono que, apesar de em 2017 ter atingido a sua dimensão mais pequena dos últimos 30 anos, continua a ter uma área que equivale a mais do dobro do território dos Estados Unidos. Esse buraco na camada de ozono é o responsável por muitos outros problemas que afetam a Terra como, por exemplo, o aumento do efeito de estufa que tem levado ao aumento da temperatura global e por conseguinte ao degelo das calotes polares e ao aumento do nível médio das águas do mar.

        Esses acontecimentos têm provocado muitos problemas em todo o mundo. Por exemplo, na Gronelândia o degelo tem vindo a aumentar, em África a seca extrema tem ameaçado a alimentação de muitos povos, no norte da Europa a chuva está cada vez mais frequente e tem tornado as cheias comuns no Inverno e pensa-se que pequenas ilhas no Pacífico como Kiribati, Maldivas e Fiji venham a desaparecer nos próximos 100 anos. Em Portugal os efeitos das alterações climáticas não são tão evidentes mas podemos constatar que as ondas de calor têm vindo a aumentar assim como a seca e que os incêndios cada vez mais constantes têm vindo a destruir a floresta portuguesa.

         Assim, é fundamental consciencializar as pessoas de que todas as suas ações têm consequências. Al Gore no seu documentário “Uma Verdade Inconveniente” relata os problemas das alterações climáticas e procura educar as pessoas para esses problemas, mostrando que o comportamento humano afeta significativamente o ambiente e que é necessário mudar os nossos atos para cuidar do planeta. Efetivamente, já no século XIX Charles Darwin avisava “Durante 2 mil milhões de anos a Terra “viveu” sem os seres humanos, não acho que ela precise de nós”, tentando mostrar que o planeta pode muito bem viver sem nós, se calhar até estaria melhor, mas mostrando-nos também que nós não poderíamos viver sem ele e que é por isso que é essencial alterar a nossa maneira de pensar e começar a adotar atitudes mais ecológicas para proteger o planeta.

          Contudo, ainda há muita gente que, apesar de todas as provas e exemplos das alterações climáticas, continuam a não acreditar nelas. Donald Trump, por exemplo, quando ainda não era presidente já afirmava “O conceito de aquecimento global foi criado por e para chineses, a fim de tornar a produção dos Estados Unidos não competitiva”, mostrando um total desrespeito pelas alterações climáticas, desrespeito esse que foi, uma vez mais, confirmado com a retirada do E.U.A do Acordo de Paris com a justificação de “proteger a América e os seus cidadãos” e para não prejudicar a riqueza do seu país, o que irá afetar em larga escala o resto do globo pois os Estados Unidos é um dos países que emite mais poluentes para a atmosfera.

                Em suma, se queremos que os nossos descendentes possam viver no mesmo planeta que nós, chegou a hora de agir e de começar a intervir mais positivamente na Terra, pois tal como Sir Robert Baden Powell uma vez disse “Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste.”   

       Ana Cardoso, 12º A