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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Direitos Humanos

Comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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As turmas do 10º ano de escolaridade, cursos Científico e Tecnológico, de Ciências Socioeconómicas e de Línguas e Humanidades realizaram uma atividade inserida no Projeto de Cidadania e Desenvolvimento, que teve como objetivo primordial a comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta decorreu na Biblioteca António Ferraz, no dia 13 de dezembro,  integrando o cartaz da "Semana Concelhia dos Direitos Humanos".

Na persecução dos objetivos previamente definidos, os alunos Pedro Rocha e Leonor Simões, apresentaram o convidado, Dr. Miguel Novais, presidente da Associação SOPRO,  ONG - Organização Não Governamental para o Desenvolvimento. Na sua dissertação, o convidado deu a conhecer a história desta Declaração e, prestando o seu testemunho pessoal como voluntário, sensibilizou todos presentes para a necessidade de centrarem os seus comportamentos cívicos no respeito absoluto pela dignidade da pessoa. A sua intervenção permitiu, ainda, informar os jovens das atividades desenvolvidas pela SOPRO e da necessidade de todos colaborarem na promoção de valores solidários, em nome do bem comum. No decurso da atividade, os alunos do 10º ano, turma C, declamaram o poema de António Gedeão, “Lágrima de Preta” e os alunos do 10º ano, da turma B apresentaram um vídeo criado e interpretado por eles, que retratava as alterações ocorridas ao nível do estatuto da mulher, tendo como inspiração a obra de Gil Vicente, "Farsa de Inês Pereira".

A atividade deu-se por terminada com a atuação dos alunos do 10ºB com a interpretação da canção "Imagine", de John Lennon.

Os objetivos foram alcançados e os alunos assumiram responsavelmente a dinamização da atividade.

 

 

 

Feira do Livro

A Feira do Livro da Escola Secundária de Barcelinhos, a decorrer entre os dias 10 e 14 de dezembro, acolheu, num ambiente de simplicidade, o escritor Raúl Minh’alma.

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O autor, cujo tipo de escrita e de leitura se enquadra numa perspetiva que agrada a grande parte dos jovens adolescentes, prendeu a atenção dos alunos presentes. Após uma breve apresentação do jovem escritor, os alunos tiveram a possibilidade de o ouvir discorrer sobre algumas ideias, sem nunca pretender tocar nos seus livros.

A atenção dispensada foi retribuída com a resposta a uma série de questões colocadas pelos participantes, tentando satisfazer a curiosidade que os dominava.

Uma sessão de autógrafos fechou “com chave de ouro” a ação desenvolvida.

Ao longo da semana, está a desenvolver-se uma feira de venda de livros, no espaço da Biblioteca António Ferraz; serão desenvolvidas diversas atividades, pretendendo envolver a comunidade educativa e incentivar o uso da biblioteca como espaço de cultura e de partilha de conhecimentos.

 

Evocar a Revolução do 25 de Abril

General Alfredo Assunção, nas comemorações do 25 de abril, dia 17 de abril na Secundária de Barcelinhos. Capitaes.jpg

A inicitiva tem como objetivo evocar a Revolução do 25 de Abril, a patir dos seus atores, neste caso, um dos capitães, Alfredo Assunção, que, na madrugada do dia 25 de abril, encetaram a ação que levaria ao derrube da ditadura salazarista.

Esta atividade é aberta à comunidade. 

Mês da Prevenção dos Maus Tratos das Crianças e Jovens

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 Campanha do Laço Azul

O mês de abril é o mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância e Juventude e a nossa Escola vai juntar-se à campanha internacional do LAÇO AZUL promovendo ações de sensibilização para a causa: 

Decoração dos espaços escolares com laços azuis; 

Distribuição de fitas azuis à comunidade educativa;


A Campanha do Laço Azul (Blue Ribbon) iniciou-se em 1989, na Virgínia, E.U.A., quando uma avó, Bonnie W.Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”.
A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que se revelaram “curiosos” foi trágica e sobre os maus-tratos à sua neta, os quais já tinham matado o seu neto de forma brutal.
E porquê azul?
Porque apesar do azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria esquecer os corpos cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus-tratos.

 

Dia Mundial da Poesia

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 A Poesia não se explica, sente-se. A poesia é arte. A poesia sou eu, és tu. A poesia é o que sentimos, o que acontece. A poesia é a sensibilidade, a forma como vemos as coisas,  como as sentimos,  como as revelamos... A poesia acontece, vive-se, de forma espontânea...

São algumas das respostas dadas,  pelos nossos alunos, ao desafio lançado sobre "O que é a Poesia?" 

Viveu-se  poesia  na Escola Secundária de Barcelinhos. 

Alunos e professores, disseram poesia "à natureza" e sobre a natureza.

A magnólia,  o carvalho, o azevinho, o álamo, a glicinia,o rododendro,  a camélia, o freixo, o negrilho, o prunos, o medronho, o sobreiro,  entre outras árvores que embelezam os nosssos jardins foram homenageadas com poesia. Antecipadamente, estas árvores foram identificadas e nelas afixados  poemas. 

A comunidade escolar "poetizou-se" e cerca de 300 alunos  criaram frases, pensamentos sobre poesia que embelezaram as nossas azálias.

 

Diários de Escrita

“Dura Praxis, Sed Praxis” 1

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             Entre os rituais em latim e a supressão da individualidade estará, certamente, uma explicação sociológica bem mais complexa que a banalidade proferida entre jornais e redes sociais acerca da praxe. As opiniões, essas reduzem-se a duas posições antagónicas: ou a profunda devoção ou a profunda rejeição, no entanto, entre elas encontra-se um oceano de debate e ponderação que parece ser ignorado.

            Mas, afinal, o que é a praxe? Através de uma rápida pesquisa na internet, encontramos inúmeras definições para este termo, entre elas: ‘’ conjunto de práticas institucionais dotadas de especificidade e que têm o propósito de preservar uma tradição tida como original, assumindo, por isso, formas que as aproximam do ritual.’’ (socióloga Maria Eduarda Cruzeiro- in A Praxe Como Fenómeno Social). Numa nota mais pessoal, a praxe é, no fundo, nada mais do que uma manifestação de uma cultura. A cultura do coletivismo hierárquico, que consiste na já mencionada supressão do indivíduo e da sua vontade em prol da união e do espírito de convivência e igualdade.

            Por um lado, as vantagens desta prática são inúmeras, de entre elas o facto de integrar melhor os alunos que, possivelmente, se encontram longe da família, através de jogos que implicam a interação com outros alunos da academia e promovem o espírito de interajuda e companheirismo, permitindo, ainda, o conhecimento os novos colegas, de uma forma mais célere. Um outro ponto positivo é o facto de a praxe não ser uma atividade ou prática obrigatória, ou seja, cada estudante pode escolher, como cidadão livre que é, se irá ou não participar nela, dando assim o total poder de escolha ao aluno e promovendo o seu espírito de análise.

            Por outro lado, há os devotos da ideia de que a praxe não tem qualquer fim lógico ou plausível e serve apenas para deleite dos alunos mais velhos, a fim de se sentirem mais poderosos ou superiores aos novos alunos. Referem, ainda, que não é uma prática segura e que põe até em risco, por vezes, a vida dos jovens universitários, ideia essa causada pelas notícias extremamente exageradas e seletivas da imprensa portuguesa.

Pessoalmente, acredito que a praxe, dentro de certos limites, promove a integração e relação entre colegas, o espírito académico, o amor ao curso e até a adaptação a uma, possível, nova cidade. A verdade é que não devemos negar nada à partida sem o experimentar, e, de facto, são muitas mais as histórias positivas vivenciadas nas praxes, que marcam para a vida quem as experienciou, do que o contrário.

Para concluir, deixo uma citação de Jim Rohn: “Seja um estudante, não um seguidor. Não vá simplesmente fazer o que alguém diz. Tenha interesse pelo que alguém diz, então debata, pondere e considere de todos os ângulos”, ou seja, mesmo que nos contem factos negativos acerca de algo, devemos sempre questionar e experimentar (o experimentável) para termos a verdadeira noção do que se trata, e, quando experimentamos devemos ter consciência dos nossos limites e do limite do que consideramos razoável, plausível e nos deixa confortáveis, e a praxe é um excelente exemplo disso. 

Luís Miguel Ferreira, 12º A

1. A praxe é dura , mas é praxe.