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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Memórias

 Ao longo da minha vida tive várias memórias, no entanto umas marcaram mais do que outras, principalmente, algumas memórias em criança. Um exemplo disso foi o meu professor da primária, o professor Rui. Quando eu entrei para o primeiro ciclo deparei-me com um professor muito exigente, com uma voz grossa, rigoroso, mas muito bom professor. Eu era muito tímida, e não tinha muita autoestima, então sempre que ele me perguntava alguma coisa eu respondia a medo, medo de responder mal. O professor mandava trabalhos de casa e eu fazia sempre o dobro ou o triplo do que ele mandava e achava sempre que era pouco. Comecei a não dormir de noite, lembro-me como se fosse hoje, na altura em que aprendi os ditongos, acordar a meio da noite a chorar e a dizer à minha mãe que o professor ia perguntar-me os ditongos e eu não ia saber (era um medo psicológico pois eu já sabia tudo “de cor e salteado”). Aos fins de semana ganhava febre, e os meus pais começaram a ficar preocupados comigo, pois não percebiam  bem o porquê de eu ficar assim, até que perceberam que era o medo de segunda feira ter de ir para a escola, era uma espécie de um “trauma” que eu tinha do professor, mas atenção, ele nunca me tinha falado alto, nem ralhado comigo, mas como via por vezes ele a fazer isso com colegas meus mais rebeldes eu sentia que também ia fazer comigo!

 Nessa altura os meus pais foram falar com o professor sem eu saber, e o professor nunca tinha reparado isso em mim, pois eu era sempre a primeira a acabar tudo e fazia as coisas bem, e o professor Rui costumava mandar mais trabalhos pois não sabia o que havia de me mandar fazer mais, no entanto a partir desse dia, sempre que acabava os trabalhos o professor dizia para ir ajudar os meus colegas, e esse meu trauma foi desaparecendo, e a minha baixa autoestima também.

 Foi meu professor durante quatro anos, ou seja, o primeiro ciclo todo, e na despedida do primeiro ciclo para o básico, tanto eu como os meus colegas choramos pois marcou nos muito pela positiva. Ainda agora, passado oito anos, é das primeiras pessoas a desejar-me um feliz aniversário! É uma memória, que nunca me irei esquecer, pois aprendi e cresci muito com ela!

Inês Pedrosa, 12º B

Memórias

No meio de todas as memórias importantes e marcantes na nossa vida, por vezes as melhores e que mais se destacam são as mais simples que nunca pensamos que nos iriamos lembrar passados muitos anos, mas que ainda nos conseguem dar aquele sentimento de nostalgia e felicidade.

Ainda me lembro bem de quando eu, em criança, chegava a casa da escola. Era sempre igual. Chegava na carrinha da escola, já ao fim da tarde, juntamente com o meu primo, um ano mais velho que eu, e a minha avó estava à nossa espera, na paragem onde nós saíamos para irmos juntos para casa, uns metros à frente. Cumprimentávamos sempre a vizinha da frente, que ia buscar a criança de quem tomava conta. Ainda hoje, quando me vê, me reconhece e pergunta sobre mim.

Chegávamos a casa, todos eufóricos, a correr para arrumarmos as coisas e podermos ir brincar juntos. A minha avó, sempre com muita paciência, lá ia atrás de nós, sempre preocupada para nós não cairmos. Sendo de idades próximas, eu e o meu primo andávamos sempre juntos, tínhamos sempre alguém com quem estar. Já não me lembro bem o que fazíamos, arranjávamos sempre tantas formas de nos entreter (jogar à bola, saltar à corda...). Fazíamos tudo e nada. Lembro-me, particularmente, do cuidado que tínhamos de ter para conseguirmos ir buscar a corda do meu avô, pois tínhamos de passar pelo cão dele - eu tinha uma fobia enorme de cães – especialmente, após ter sido mordida. O meu primo, sempre o meu protetor, ia à frente e dizia-me quando eu podia passar. E assim nós passávamos todas as tardes, na companhia um do outro. Ele ia sempre para casa antes de mim. Quando ele se ia embora, eu ficava com os meus avós que, coitados, tinham de arranjar uma forma de me entreter. O meu avô estava sempre pronto a jogar cartas comigo e a minha avó, com paciência, deixava-me estar ao lado dela enquanto ela cozinhava, e eu, criança irrequieta que era quando lá estava, queria sempre imitá-la. Reconheço agora a paciência que ela teve na altura para tomar conta de mim todos os dias.

Hoje, eu e o meu primo crescemos e a minha avó já cá não está, mas ainda me consigo lembrar das tardes em que ele me fez companhia e em que os meus avós tomaram conta de mim, com tanto carinho e paciência.

Inês Silva, 12º A

Aulas presenciais. Regresso à escola

Divulgação

Manual de instruções para o regresso à escola

"Os intervalos devem decorrer, por norma, dentro da sala. Cada aluno deve ocupar uma secretária. O horário de algumas disciplinas pode ser reduzido. As bibliotecas terão lotação limitada. Há regras para professores de grupos de risco. E para usar o refeitório".

O Ministério da Educação enviou nesta terça-feira às escolas as orientações que devem ter em conta na reorganização do seu funcionamento para receber os alunos do 11.º e 12.º anos,  bem como os dos 2.º e 3.º anos do cursos de dupla certificação do ensino secundário. 

Algumas das normas do documento ministerial.

  • Concentrar, sempre que possível, as aulas das diferentes disciplinas de cada turma de modo a evitar períodos livres entre aulas.
  • Concentrar, sempre que possível, as aulas de cada turma, preferencialmente durante o período da manhã ou da tarde.
  • Privilegiar a utilização de salas amplas e arejadas, sentando um aluno por secretária. 
  • Quando o número de alunos da turma tornar inviável o cumprimento das regras de distanciamento físico nos espaços disponíveis, as escolas podem desdobrar as turmas, recorrendo a professores com disponibilidade na sua componente lectiva. Caso esta ou outra via não sejam viáveis, pode ser reduzida até 50% a carga lectiva das disciplinas leccionadas em regime presencial, organizando-se momentos de trabalho autónomo nos restantes tempos.
  • Os intervalos entre as aulas devem ter a menor duração possível, devendo os alunos permanecer, em regra, dentro da sala.

Sem salas de convívio e bibliotecas reduzidas a um terço da lotação

  • Devem evitar a concentração de alunos nos espaços comuns da escola.
  • Devem encerrar os serviços e outros espaços não necessários à atividade letiva (bufetes/bares; salas de apoio; salas de convívio de alunos e outros).
  • Espaços como bibliotecas e salas de informática devem ver reduzida para um terço a sua lotação máxima e dispor de sinalética que indique os lugares que podem ser ocupados por forma a garantir as regras de distanciamento físico.
  • Há que definir procedimentos para utilização dos refeitórios, designadamente com as seguintes normas de funcionamento: períodos de almoço, sempre que possível, desfasados entre turmas, de forma a respeitar as regras de distanciamento e evitando a concentração de alunos; lavagem/desinfecção das mãos antes e após o consumo de qualquer refeição por parte de qualquer utente do refeitório, bem como utilização obrigatória de máscara por parte dos funcionários; preparação do tabuleiro e entrega, a cada aluno, por um funcionário, à entrada da linha do refeitório; talheres e guardanapos devem ser fornecidos dentro de embalagem.

Janelas abertas

  • Reforçar equipas de educação para a saúde nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, compostas por pessoal docente e não docente, em colaboração permanente com os centros de saúde (equipas de saúde escolar), associações de pais, estudantes e outros — responsáveis por elaborar e coordenar os respetivos planos de saúde.
  • O ministério divulgou ainda um documento com uma série de medidas de limpeza e desinfeção que devem ser postas em prática nas escolas.

Professores de grupos de risco

  • Caso os professores das disciplinas a funcionar em regime presencial pertençam atestadamente a um grupo de risco, podem as escolas adotar as seguintes estratégias: redistribuição do serviço docente; manutenção das aulas desse professor em sistema remoto, devendo ser assegurada coadjuvação presencial; as escolas podem adotar outras estratégias que entendam ser mais adequadas, designadamente quanto à substituição dos docentes e locais das atividades letivas, garantindo a maior eficácia das medidas de contenção do coronavírus.

Quem volta à escola?

  • Cursos científico-humanísticos: realizam-se presencialmente todas as aulas das disciplinas com oferta de exame nacional. Os alunos frequentam estas disciplinas, independentemente de virem a realizar os respetivos exames. Os alunos de outras ofertas educativas, designadamente do ensino recorrente, podem frequentar estas disciplinas, sempre que manifestem a intenção de eleger os exames finais nacionais como provas de ingresso para o ensino superior.
  • Ensino profissional e artístico: os alunos frequentam, em regime presencial, as disciplinas da componente de formação sociocultural/geral e científica, com a mesma designação ou com conteúdos idênticos das que têm oferta de exames finais nacionais dos cursos científico-humanísticos, independentemente de terem manifestado a intenção de eleger os respectivos exames finais nacionais como provas de ingresso para o ensino superior. Podem ainda ser retomadas as actividades lectivas e formativas presenciais nas disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho quando, designadamente por requererem a utilização de espaços, instrumentos e equipamentos específicos, não possam ocorrer através do ensino a distância ou da prática simulada e seja garantido o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde.
  • Todas as outras disciplinas continuam a funcionar remotamente.

       Fonte: DGE/DGS

Dia Mundial da Língua Portuguesa

A  UNESCO oficializou o 5 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. A decisão foi ratificada em novembro, em Paris,  na conferência geral do conselho executivo da organização.

Hoje, 5 de maio de 2020 é o primeiro "Dia Mundial da Língua Portugues", da língua partilhada por cerca de 260 milhões de pessoas que vivem espalhadas pelo mundo e a quem a pandemia, uma vez mais, impediu que se celebrasse o primeiro dia mundial da Língua de Camões.

Partilhamos alguns links como forma de assinalarmos a data.

Mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres

Concurso literário

RTP assinala o Dia da Língua Portuguesa com eventos online

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Hoje, dia 5 de maio de 2020, o PNL2027 associa-se à celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa. Aceda ao portal do PNL2027, oiça o depoimento de António Nóvoa, Embaixador de Portugal junto da UNESCO, a notícia do lançamento do concurso literário “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, o testemunho de João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação e linguista, e veja ainda:

- Livros PNL...

- Literatura em português

- Para ler e ouvir

- Ainda usamos estas palavras? – Resultados do inquérito público online

- Jogos e quizzes de língua portuguesa PNL

- Recursos

- Livros e Quizzes sobre Língua Portuguesa

- Festival 5L 

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

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(Imagem: Livraria Lello, uma das mais belas livrarias de Portugal)

Celebra-se, hoje, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor promovido pela Unesco.

Dadas as limitações impostas pela emergência do Covid-19, este ano, não são realizadas as atividades comemorativas a que já habituamos a nossa comunidade educativa.

Nestas circunstâncias convidamo-lo a experimentar ou redescobrir o prazer de ler.  Através da  leitura poderá  viajar, mesmo em tempos de  restrições e confinamento. Nenhum cerco sanitário o poderá impedir de manter o seu coração, mente e espírito, em movimento.

Luís Sepúlveda

O adeus de Luís Sepulveda!Luis Sepulveda (2).jpg

Luís Sepúlveda morreu hoje no Hospital Universitario Central das Asturias, em Oviedo

Luís Sepúlveda foi romancista, realizador, roteirista, jornalista e ativista político chileno. Nasceu no Chile, a 4 de outubro de 1949, e faleceu a 16 de abril de 2020 em Oviedo.

Sepúlveda deixa para trás uma extensa carreira no mundo da literatura, iniciada em 1969 com "Crónicas de Pedro Ninguém", dando início a uma bibliografia de mais de 20 títulos.
Da sua vasta obra destacamos "História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar" e "O Velho que Lia Romances de Amor".
Foi distinguido com o Prémio Primavera de Romance (2009) e com o Prémio Eduardo Lourenço (2016), entre outros.
A nossa biblioteca orgulha-se de incluir no seu acervo muitas das suas obras literárias.

 
 
 

 

 

Carta a um Filósofo, na Semana da Leitura

“Carta a um Filósofo” (…na semana da leitura)kant.jpg

Excelentíssimo Sr. Immanuel Kant,

Tenho estudado a sua Teoria da Moral nas aulas de Filosofia e gostaria de lhe expressar a minha opinião sobre a mesma.

A ideia de que devemos avaliar as intenções das nossas ações para saber se elas são boas ou más fez-me pensar se todas as minhas ações – até ali consideradas boas – tiveram uma intenção pura, ou seja, se foram realizadas por puro respeito pelo dever e por uma vontade santa. Observando algumas delas, já que é difícil observá-las todas, cheguei à conclusão de que nem sempre as minhas ações foram realizadas por puro respeito pelo dever, mas sim, para satisfazer o meu bem próprio, de forma egoísta. Ora o que o Sr. defende é que as ações devem ser altruístas, sem nenhum interesse particular, respeitando as máximas do imperativo categórico.

A sua teoria fez-me ver que as intenções de uma ação são importantes pois como o Sr. afirma na enunciação do imperativo categórico, devemos agir de tal forma que tratemos a Humanidade como um fim em si mesmo e nunca como um meio.

Sei que algumas ações, realizadas por interesses egoístas, tem como consequência a felicidade de muitos, contudo não posso deixar de considerar a sua teoria muito interessante. Ela fez-me refletir sobre o valor das minhas ações e será sempre uma inspiração na minha vida, um ponto de partida para uma reflexão sobre a minha atuação no Mundo.

Teria sido um prazer enorme conhecê-lo, debater estas e outras questões com o eminente sábio que foi.

Muito obrigada!

Maria Helena Gomes Figueiredo, nº 17, 10º A

Diários de Escrita

A Importância de Viajar

Desde os primórdios da Humanidade, os Humanos sempre sentiram necessidade de viajar, e, hoje em dia, continua a ser dos hábitos mais regularmente praticados.

As viagens são importantes em termos de lazer, já que, na grande maioria das viagens, deixa-se um pouco de parte a vida profissional e tira-se um tempo para estar connosco ou com os que gostamos, o que se reveste de muita importância.

Viajar, a nível particular e/ou familiar, também é importante em termos de turismo, dado que este é um dos maiores mercados atuais e, ao viajar, estamos a apoiá-lo. O turismo é tão importante que foi feito um estudo a revelar que sem este enorme mercado o mundo não estaria nada similar ao atual em termos de desenvolvimento.

Por outro lado, viajar também pode ter consequências pejorativas, visto que ao juntar pessoas de diferentes etnias e países, aumenta o risco de xenofobia e racismo. Há inúmeros relatos de indivíduos que eram de uma determinada etnia, emigraram ou viajaram temporariamente para outro país, e foram muito julgados e criticados a nível social. Não obstante, são muitos os que defendem as mais valias das trocas culturais e do mundo globalizado... Afinal de contas, a tolerância e a aceitação só se desenvolvem em contacto com as diferenças.

Em jeito de conclusão, viajar é fulcral para o desenvolvimento de cada indivíduo e, consequentemente, para cada sociedade, que se reflete tanto aos níveis de bem-estar pessoal, como social, económico e até político.

Marcos Torres nº16 8ºB

Diários de Escrita

Sonhar é Voar

Desde sempre que o sonho é o que nos faz evoluir, crescer e aprender. Sem sonhar, o Homem continuaria a ser apenas uma espécie como outra qualquer. Desde o primeiro humano até à nossa geração que sonhar é voar.

Por um lado, como eu já referi previamente, o sonho é o que nos faz desenvolver, evoluir, aprender, ...enfim, viver. Sonhar é tão ou mais importante do que beber ou dormir. Foi o sonho que fez com que o Homem chegasse à Lua, conseguisse criar o atual sistema de saúde, a televisão, a lâmpada, a Internet...Todas as coisas alcançadas foram conseguidas através do sonho.

Por outro lado, também pode ser mau sonhar alto de mais, por isso, ao sonhar, deve-se ter em conta a realidade e não criar expectativas desumanas e desmedidas. Muitas desilusões foram criadas com base em sonhos não alcançados e algumas deram origem, em casos extremos, a grandes frustrações.

Em suma, o sonho é, foi, e sempre será, o mais importante na vida. Porém, deve-se ter em conta a ambição ... Tudo o que é em demasia, até o importante, não é bom!

Marcos Torres nº16 8ºB