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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Diários de Escrita

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 Desde pequenos, quando ainda nem ler sabemos, até ao fim da vida, a Literatura faz parte do nosso quotidiano, mas quando nos colocam a pergunta: “Qual a importância da Literatura para a Humanidade?” não sabemos dar uma definição concreta.

Em primeiro lugar, quando se procura no dicionário o significado de Literatura aparece “arte de escrever”. Mas será que esta é a única definição de Literatura? Como Sigmund Freud referiu “Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.”, perante isto, conclui-se que a Literatura é muito mais que a arte de escrever, influenciando de uma forma grandiosa o nosso conhecimento. Porém, numa sociedade onde há poucos leitores e uma grande carência educacional, não se pode esperar que se tenha uma compreensão mais abrangente sobre o tema.

Em segundo lugar, a Literatura permite ao indivíduo estimular os seus conhecimentos, refletindo sobre assuntos que nunca refletiu, ou seja, “a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda” como Sigmund Freud opinou. Desta forma, a Literatura tem grande importância para a sociedade pois contribui para a valorização cultural e social do indivíduo, desenvolvendo o seu senso crítico, tendo a capacidade de chegar à alma, fazendo reflexões sobre o mundo e realidade e, até, sobre nós mesmos sendo exemplo disso, o meu livro preferido “Milk and Honey” de Rupi Kaur que despertou o meu sentido crítico sobre vários assuntos, refletindo imenso sobre mim mesma e sobre a sociedade que me rodeia, despoletando em mim a vontade de querer mudar o mundo. Deste modo, visto que a Literatura enriquece tanto o ser humano, é normal ser importante no âmbito escolar, sendo uma forte influência em cada um de nós. No entanto, há uma grande quantidade de estudantes que menosprezam a Literatura, porém, aqueles que a valorizam, usufruem, sem dúvida, dos benefícios que a Literatura oferece, nomeadamente, cultura, lazer, enriquecimento vocabular e perspetivas diferentes da vida e do mundo. Um grande exemplo disto é a influência que Fernando Pessoa teve em mim, especificamente na minha maneira de pensar, pois ao longo do estudo da sua poesia e obra fui-me identificando com alguns dos seus pensamentos, refletindo assim sobre a minha realidade e mudando maneiras de pensar não caindo na tentativa de cometer os mesmos erros que os antigos. Mas não se fica por aqui, um grande tema ao longo do meu estudo de Literatura é a temática da mulher, observando a grande evolução que esta tem, sendo musa inspiradora de vários autores como, por exemplo, na poesia trovadoresca, Cesário Verde e Eça de Queirós. Outro tema muito abordado é o patriotismo e a força de vontade do povo português, relembrando o quanto o nosso povo conquistou e o quanto é grandioso, havendo duas grandes obras focadas neste assunto: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa.

Em suma, a Literatura é uma necessidade no nosso quotidiano, pois é um meio de expressar ideias e sonhos, inspirando os que nos rodeiam, revolucionando, assim, o mundo.

Diana Morim, 12ºC

Exposições na Semana da Leitura

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Está patente ao público, no átrio da Biblioteca António Ferraz, ao longo da Semana da Leitura, duas exposições: "Livros que deram filmes" e "Cultura no Feminino".

A primeira conta com cerca de 50 livros, acompanhados dos respetivos filmes, todos eles integrando o acervo da nossa biblioteca. 

Na segunda, em jeito de homenagem às Mulheres que ao longo de séculos se notabilizaram nas várias áreas da cultura,  damos a  conhecer  a sua biografia e parte da sua obra.

 

 

Diários de Escrita

 A intervenção do Homem na Terra

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            A relação do Homem com a Terra é, atualmente, um dos assuntos mais debatidos e discutidos, com as alterações climáticas a ocuparem um lugar de destaque. Porém, esse tema ainda está envolvido em muitas contradições e gera alguma discordância.

           Com efeito, apesar de já haver muita gente que queira proteger o planeta em que vivemos, ainda há quem não acredite que as nossas ações na Terra virão a ter consequências mais graves no futuro e continua a agir normalmente, fazendo, por vezes, tudo o que puderem para enriquecer.

           Porém, nem sempre foi assim. Apesar de os problemas ambientais não serem uma coisa propriamente recente, no passado, o Homem intervinha muito menos no ambiente, retirando  menos recursos à natureza e gerando menos resíduos, vivendo em harmonia com o planeta. Todavia, com o passar do tempo, o Homem começou a desprezar cada vez mais a Terra e, principalmente a partir da revolução industrial, a poluição começou a crescer.

        De facto, os problemas ambientais têm vindo a agravar-se e as consequências das nossas ações começam a manifestar-se. É exemplo disso o buraco da camada de ozono que, apesar de em 2017 ter atingido a sua dimensão mais pequena dos últimos 30 anos, continua a ter uma área que equivale a mais do dobro do território dos Estados Unidos. Esse buraco na camada de ozono é o responsável por muitos outros problemas que afetam a Terra como, por exemplo, o aumento do efeito de estufa que tem levado ao aumento da temperatura global e por conseguinte ao degelo das calotes polares e ao aumento do nível médio das águas do mar.

        Esses acontecimentos têm provocado muitos problemas em todo o mundo. Por exemplo, na Gronelândia o degelo tem vindo a aumentar, em África a seca extrema tem ameaçado a alimentação de muitos povos, no norte da Europa a chuva está cada vez mais frequente e tem tornado as cheias comuns no Inverno e pensa-se que pequenas ilhas no Pacífico como Kiribati, Maldivas e Fiji venham a desaparecer nos próximos 100 anos. Em Portugal os efeitos das alterações climáticas não são tão evidentes mas podemos constatar que as ondas de calor têm vindo a aumentar assim como a seca e que os incêndios cada vez mais constantes têm vindo a destruir a floresta portuguesa.

         Assim, é fundamental consciencializar as pessoas de que todas as suas ações têm consequências. Al Gore no seu documentário “Uma Verdade Inconveniente” relata os problemas das alterações climáticas e procura educar as pessoas para esses problemas, mostrando que o comportamento humano afeta significativamente o ambiente e que é necessário mudar os nossos atos para cuidar do planeta. Efetivamente, já no século XIX Charles Darwin avisava “Durante 2 mil milhões de anos a Terra “viveu” sem os seres humanos, não acho que ela precise de nós”, tentando mostrar que o planeta pode muito bem viver sem nós, se calhar até estaria melhor, mas mostrando-nos também que nós não poderíamos viver sem ele e que é por isso que é essencial alterar a nossa maneira de pensar e começar a adotar atitudes mais ecológicas para proteger o planeta.

          Contudo, ainda há muita gente que, apesar de todas as provas e exemplos das alterações climáticas, continuam a não acreditar nelas. Donald Trump, por exemplo, quando ainda não era presidente já afirmava “O conceito de aquecimento global foi criado por e para chineses, a fim de tornar a produção dos Estados Unidos não competitiva”, mostrando um total desrespeito pelas alterações climáticas, desrespeito esse que foi, uma vez mais, confirmado com a retirada do E.U.A do Acordo de Paris com a justificação de “proteger a América e os seus cidadãos” e para não prejudicar a riqueza do seu país, o que irá afetar em larga escala o resto do globo pois os Estados Unidos é um dos países que emite mais poluentes para a atmosfera.

                Em suma, se queremos que os nossos descendentes possam viver no mesmo planeta que nós, chegou a hora de agir e de começar a intervir mais positivamente na Terra, pois tal como Sir Robert Baden Powell uma vez disse “Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste.”   

       Ana Cardoso, 12º A   

 

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