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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

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Oficina de Escrita



















“Antes do interesse pela escrita, há um outro: o interesse pela leitura.” E as duas caminham a par.
Fazendo jus à citação de Saramago, os alunos do 7º C, deliciados com a leitura de vários textos, feita pelos alunos do 12º C/D e coordenados pela Professor Ana Reis, tiveram o privilégio de poder escolher as cores com que coloriram a página em branco, dando corpo às suas ideias e, assim, novos desenlaces de uma história de Clarice Lispector surgiram para alegrar o coração da protagonista do texto.

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Oficina de Poesia

Oficina de Escrita



















“Antes do interesse pela escrita, há um outro: o interesse pela leitura.” E as duas caminham a par.
Fazendo jus à citação de Saramago, os alunos do 7º C, deliciados com a leitura de vários textos, feita pelos alunos do 12º C/D e coordenados pela Professor Ana Reis, tiveram o privilégio de poder escolher as cores com que coloriram a página em branco, dando corpo às suas ideias e, assim, novos desenlaces de uma história de Clarice Lispector surgiram para alegrar o coração da protagonista do texto.

 











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O Lugar da Poesia, por Cláudia Fernandes, 12º A









Hoje, porque preciso disto,
não por outro motivo qualquer…
Preciso de revolta enquanto mulher
e dos sonhos de que hoje desisto!

Não me peçam aquilo em que persisto
esgotada, cansada, o que a vida quiser…
Hoje sinto-me incapaz, malmequer
choroso de meu fado vivendo nisto.

Hoje cansada do que sempre estive:
do mundo, do homem, de ignorância,
de quem não cumpre e fala de esperança!

Agora, a vida é um sonho que se vive…
Poupem-me a hipocrisias e falsas verdades.
Deem-me apenas verdades capazes.


O Lugar da Poesia

O Lugar da Poesia, por Cláudia Fernandes, 12º A

 




 
 
 
 
 
 

Hoje, porque preciso disto,
não por outro motivo qualquer…
Preciso de revolta enquanto mulher
e dos sonhos de que hoje desisto!

Não me peçam aquilo em que persisto
esgotada, cansada, o que a vida quiser…
Hoje sinto-me incapaz, malmequer
choroso de meu fado vivendo nisto.

Hoje cansada do que sempre estive:
do mundo, do homem, de ignorância,
de quem não cumpre e fala de esperança!

Agora, a vida é um sonho que se vive…
Poupem-me a hipocrisias e falsas verdades.
Deem-me apenas verdades capazes.


Diários de Escrita por, Luís André, Maria de Fátima, Rui Martins , 12º A

Diários de Escrita, por Luís André, Maria de Fátima e Rui Martins, 12º A

"A poesia de Fernando Pessoa ortónimo"

A poesia de Fernando Pessoa ortónimo reflete, em muito, o seu atribulado percurso de vida. No entanto, o poeta não reproduz imediatamente nos poemas aquilo que sente, mas escreve-os com base numa construção mental.
O poema “Autopsicografia” é um autorretrato espiritual do poeta que descreve o ato de criação poética, afirmando que se trata de um processo de fingimento, por outras palavras, fingir é “fazer um desvio pela inteligência”. O poeta desenvolve, assim, uma oposição “pensar-sentir”.
Ainda assim, a procura constante de racionalidade por parte do ortónimo acaba por o conduzir a uma situação extrema que desperta neste o desejo da inconsciência explorado nos poemas “Ela canta, pobre ceifeira” e “Gato que brincas na rua”.
Desta forma, não encontrando a felicidade nas coisas do dia a dia, devido ao exercício do pensamento, recorre à memória, recuando à infância. Esta infância é, em geral, desprovida de experiência biográfica e é resultado de um processo de intelectualização (“E toda aquela infância/Que não tive me vem”). Na infância, Pessoa encontra a verdadeira felicidade, inconsciente e recheada de emoções que ele não sente.
Concluindo, insatisfeito com o presente e incapaz de o viver de forma plena devido ao constante processo de autoanálise que causa dúvidas e indefinição relativamente à sua identidade, torna-se incapaz de viver a vida, mergulhando num tédio existencial que não consegue ultrapassar. Sentindo-se inútil, parte à descoberta do sonho, do “longínquo”, o único local onde pode ser realmente feliz já que, na realidade, isso não é possível, tal como descrito no seu poema “Às vezes, em sonho triste”.
Deste modo, em Pessoa tudo é inteligência e todo o texto é produto da imaginação. No momento de escrita, o poeta finge sentimentos, emoções, não deixando, no entanto, de haver verdade, só que essa verdade, essa sinceridade é artisticamente trabalhada.

Diários de Escrita

Diários de Escrita, por Luís André, Maria de Fátima e Rui Martins, 12º A

"A poesia de Fernando Pessoa ortónimo"

 

A poesia de Fernando Pessoa ortónimo reflete, em muito, o seu atribulado percurso de vida. No entanto, o poeta não reproduz imediatamente nos poemas aquilo que sente, mas escreve-os com base numa construção mental.
O poema “Autopsicografia” é um autorretrato espiritual do poeta que descreve o ato de criação poética, afirmando que se trata de um processo de fingimento, por outras palavras, fingir é “fazer um desvio pela inteligência”. O poeta desenvolve, assim, uma oposição “pensar-sentir”.
Ainda assim, a procura constante de racionalidade por parte do ortónimo acaba por o conduzir a uma situação extrema que desperta neste o desejo da inconsciência explorado nos poemas “Ela canta, pobre ceifeira” e “Gato que brincas na rua”.
Desta forma, não encontrando a felicidade nas coisas do dia a dia, devido ao exercício do pensamento, recorre à memória, recuando à infância. Esta infância é, em geral, desprovida de experiência biográfica e é resultado de um processo de intelectualização (“E toda aquela infância/Que não tive me vem”). Na infância, Pessoa encontra a verdadeira felicidade, inconsciente e recheada de emoções que ele não sente.
Concluindo, insatisfeito com o presente e incapaz de o viver de forma plena devido ao constante processo de autoanálise que causa dúvidas e indefinição relativamente à sua identidade, torna-se incapaz de viver a vida, mergulhando num tédio existencial que não consegue ultrapassar. Sentindo-se inútil, parte à descoberta do sonho, do “longínquo”, o único local onde pode ser realmente feliz já que, na realidade, isso não é possível, tal como descrito no seu poema “Às vezes, em sonho triste”.
Deste modo, em Pessoa tudo é inteligência e todo o texto é produto da imaginação. No momento de escrita, o poeta finge sentimentos, emoções, não deixando, no entanto, de haver verdade, só que essa verdade, essa sinceridade é artisticamente trabalhada.