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Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

28.Out.14

Oficina de Poesia

Oficina de Escrita



















“Antes do interesse pela escrita, há um outro: o interesse pela leitura.” E as duas caminham a par.
Fazendo jus à citação de Saramago, os alunos do 7º C, deliciados com a leitura de vários textos, feita pelos alunos do 12º C/D e coordenados pela Professor Ana Reis, tiveram o privilégio de poder escolher as cores com que coloriram a página em branco, dando corpo às suas ideias e, assim, novos desenlaces de uma história de Clarice Lispector surgiram para alegrar o coração da protagonista do texto.

 











28.Out.14

O Lugar da Poesia

O Lugar da Poesia, por Cláudia Fernandes, 12º A

 




 
 
 
 
 
 

Hoje, porque preciso disto,
não por outro motivo qualquer…
Preciso de revolta enquanto mulher
e dos sonhos de que hoje desisto!

Não me peçam aquilo em que persisto
esgotada, cansada, o que a vida quiser…
Hoje sinto-me incapaz, malmequer
choroso de meu fado vivendo nisto.

Hoje cansada do que sempre estive:
do mundo, do homem, de ignorância,
de quem não cumpre e fala de esperança!

Agora, a vida é um sonho que se vive…
Poupem-me a hipocrisias e falsas verdades.
Deem-me apenas verdades capazes.


28.Out.14

Diários de Escrita

Diários de Escrita, por Luís André, Maria de Fátima e Rui Martins, 12º A

"A poesia de Fernando Pessoa ortónimo"

 

A poesia de Fernando Pessoa ortónimo reflete, em muito, o seu atribulado percurso de vida. No entanto, o poeta não reproduz imediatamente nos poemas aquilo que sente, mas escreve-os com base numa construção mental.
O poema “Autopsicografia” é um autorretrato espiritual do poeta que descreve o ato de criação poética, afirmando que se trata de um processo de fingimento, por outras palavras, fingir é “fazer um desvio pela inteligência”. O poeta desenvolve, assim, uma oposição “pensar-sentir”.
Ainda assim, a procura constante de racionalidade por parte do ortónimo acaba por o conduzir a uma situação extrema que desperta neste o desejo da inconsciência explorado nos poemas “Ela canta, pobre ceifeira” e “Gato que brincas na rua”.
Desta forma, não encontrando a felicidade nas coisas do dia a dia, devido ao exercício do pensamento, recorre à memória, recuando à infância. Esta infância é, em geral, desprovida de experiência biográfica e é resultado de um processo de intelectualização (“E toda aquela infância/Que não tive me vem”). Na infância, Pessoa encontra a verdadeira felicidade, inconsciente e recheada de emoções que ele não sente.
Concluindo, insatisfeito com o presente e incapaz de o viver de forma plena devido ao constante processo de autoanálise que causa dúvidas e indefinição relativamente à sua identidade, torna-se incapaz de viver a vida, mergulhando num tédio existencial que não consegue ultrapassar. Sentindo-se inútil, parte à descoberta do sonho, do “longínquo”, o único local onde pode ser realmente feliz já que, na realidade, isso não é possível, tal como descrito no seu poema “Às vezes, em sonho triste”.
Deste modo, em Pessoa tudo é inteligência e todo o texto é produto da imaginação. No momento de escrita, o poeta finge sentimentos, emoções, não deixando, no entanto, de haver verdade, só que essa verdade, essa sinceridade é artisticamente trabalhada.
25.Out.14

Leitura e ansiedade - Dr. Miguel Durães, Psicólogo

Leitura e Ansiedade

Outubro é o mês das Bibliotecas Escolares.
A BEAF, para além de outras iniciativas, promoveu, na passada quarta-feira, uma palestra, cujo objetivo foi o de aliar a leitura a uma patologia do foro psíquico que atinge muitos jovens em idade escolar – a ansiedade.
Segundo muitos estudos, a ansiedade pode ser combatida com o exercício da leitura, como afirmou o nosso convidado, Dr. Miguel Durães, psicólogo barcelense de reconhecido mérito. O paciente ansioso, ao deleitar-se com a leitura, esquece o que o atormenta e o seu estado físico tenso relaxa significativamente.
A leitura surge assim como uma terapia excelente para minimizar os efeitos somáticos e nefastos do estado ansioso.
Numa conversa informal e utilizando uma linguagem próxima do auditório, o conferencista começou por explicar a uma plateia maioritariamente constituída por alunos de Psicologia que a ansiedade nem sempre tem contornos funestos, sendo até necessária para realizar tarefas que obriguem o ser humano a resolver problemas do quotidiano.
O Dr. Miguel Durães asseverou, contudo, que esta perturbação, levada ao extremo, pode levar à depressão, patologia muitas vezes associada ao excesso de zelo dos jovens que, nos dias de hoje, mais do que em tempos idos, se preocupam em demasia com a ausência de objetos materiais.
Entre outros motivos, a dessacralização da sociedade, aliada a uma diminuição significativa do culto de valores, como a solidariedade, levou a que o homem se deva interrogar para inverter o sentido do rumo até agora traçado:
“Somos cada vez mais humanos ou somos cada dia mais animais?” – interrogou.
“Somos cada vez mais fortes ou cada vez mais vulneráveis?” – interpelou.
31% da população mundial sofre de ansiedade, sendo que 22,9% da população portuguesa está sinalizada como portadora desta enfermidade. Estima-se que em 2020 a ansiedade possa matar mais do que a S.I.D.A.
“O ser humano é um ser poderoso muito criativo: criamos a nossa forma de ser e também a nossa forma de crescer”- acrescentou. É urgente construir uma vida em torno do que se perdeu: voltar à casa, às rotinas, ao diálogo, à família. Os professores não podem nem devem substituir os pais nos afetos, na atenção e isso é que é errado pensar. Vocês são o futuro! Há que refletir! – foram algumas ideias deixadas pelo psicólogo que, afavelmente, respondeu a algumas questões da plateia.

 

21.Out.14

Diários de Escrita

Diários de Escrita,  por Carla Sampaio, nº 7, 10º A

“A lua da Joana” de Maria Teresa Maia Gonzalez
Dos livros que eu li, do que mais gostei foi a “Lua da Joana”. 
Este livro conta a história de uma adolescente de 14 anos, a Joana, que decide escrever cartas à sua melhor amiga, a Marta, que já tinha morrido há um mês atrás. É, por isso, uma espécie de diário, em que Joana conta o seu dia a dia.
A Joana é uma rapariga bonita que tem boas notas na escola e é muito acarinhada por todos os seus colegas e professores. A origem do título “A lua de Joana” provém da existência de um baloiço em forma de lua no quarto da Joana.
Joana vive num apartamento, em Lisboa, com os seus pais, com a sua avó paterna e com o seu irmão. A mãe anda sempre ocupada com a sua loja de roupa. O pai é cirurgião plástico e nunca tem horas para chegar e Joana raramente o vê. O seu irmão é o rapaz querido da mãe, apesar de ele ser muito mau aluno e mal-educado. A avó de Joana é a única pessoa que a compreende e que a aconselha. No mesmo prédio vive a família da Marta, que morrera. O seu irmão, o Diogo, é um grande amigo de Joana.
Joana sofreu muito com a morte da amiga, vítima do consumo de drogas. Mesmo assim ela foi forte e continuou a sua vida, sem nunca perceber o que levou a sua amiga por aqueles caminhos.
Até que um dia a sua avó morreu. A partir desse dia, Joana nunca mais foi a mesma pessoa. Começou a faltar às aulas e a não ter vontade de estudar. Começou a sentir-se cada vez mais só, até porque todos os seus amigos foram para outros cursos. Menos o Diogo, que continuou a viver no seu prédio, apesar dos seus pais se terem separado.
Um dia, Joana vai ter com Diogo e descobre que este se droga. Ela fica apavorada e sem pensar pede-lhe e experimenta. Joana começa a consumir drogas diariamente sem ninguém saber.
A obra acaba, tragicamente, quando Joana acaba por morrer pouco tempo depois.
Na minha opinião, esta obra é uma excelente história, com uma grande lição de vida. A mensagem deste livro não é apenas sobre as drogas que podem destruir vidas mas também sobre o facto de muitas vezes os pais não apoiarem os filhos em todos os momentos difíceis. Acho que todas as pessoas (pequenos ou grandes) deveriam ler pelo menos uma vez na vida esta obra, pois é intemporal e quem a lê não fica indiferente.
20.Out.14

Dia Mundial da Alimentação

Dia Mundial da Alimentação

 
A comemoração do Dia Mundial da Alimentação, que teve início em 1981, é atualmente celebrada em mais de 150 países como uma importante data para consciencializar a opinião pública sobre as questões da nutrição e alimentação, criando um espaço para a reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial e principalmente sobre a fome no planeta.
Esta data assinala ainda a fundação da FAO, (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), em 1945.
Segundo a lei, uma “alimentação adequada é um direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição, devendo o Estado adotar as políticas e ações necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.”
A “Segurança alimentar” consiste numa alimentação saudável, acessível, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente.

Infelizmente, esta realidade não é vivida em grande parte da população mundial.
Para nos falar sobre “Alimentação saudável”, “Segurança alimentar” Segurança Alimentar e Nutricional” foi nosso convidado o Doutor Domingos Silva, licenciado em Educação Física e Desporto, é Professor do quadro da Escola Secundária de Barcelinhos, mestre em Ciências do Desporto (Recriação e Lazer), mestre em Estatística, Matemática e Computação, Especialista em Estatística Aplicada, Doutorado em Ciências do Desporto (Nutrição e Exercício).
Foi nesta qualidade que o Doutor Domingos Silva nos falou dos maus hábitos alimentares e do sedentarismo da sociedade atual e sugeriu, também, à plateia, composta por 75 alunos, alguns conselhos.
Iniciou a palestra abordando o IMC, cuja fórmula de cálculo é [IMC = Peso (kg) / Altura (m2)], através da qual se pode avaliar a relação peso/estatura de cada individuo e assim tomar as medidas necessárias relativamente aos seus hábitos alimentares.

Foram dadas, ainda, algumas sugestões aos alunos, no sentido de os fazer adotar comportamentos mais saudáveis. Assim, explicou que uma alimentação saudável deve ser completa, incluindo todos os alimentos; equilibrada, consumo de alimentos de forma ponderada; variada e diversificada.
Referiu que a fruta e a sopa devem preceder o almoço e o jantar. O consumo de bolos, refrigerantes e outros produtos açucarados deve ser evitado.
A partir da roda dos alimentos, explicou a importância de ingerir alimentos de todos os grupos de acordo com as porções recomendadas. Reforçou, ainda, a ideia de que para evitar o excesso de peso a energia ingerida não deve ser superior à energia despendida.
Este tipo de ações é cada vez mais importante em meio escolar e deve ser extensível aos Encarregados de Educação, uma vez que a prevalência da obesidade a nível mundial é cada vez maior, referiu o orador.
O objetivo desta iniciativa da BEAF foi sensibilizar os alunos para os maus hábitos alimentares, na medida em que são responsáveis por doenças causadas por excesso de gordura corporal e consequentemente provocar outros problemas de saúde, nomeadamente, hipertensão, problemas cardiovasculares, problemas ao nível das articulações, respiratórios e alguns tipos de cancro.
A par desta palestra, foram afixados, pela escola, incluindo o refeitório, cartazes, sensibilizando a comunidade educativa para as consequências de uma má alimentação.
 
 
10.Out.14

Semana Concelhia da Ciência.

 A Física do Big Bang
 Palestra "A Física do Big Bang" na Escola Secundária de Barcelinhos, no dia 6/10/2014.
A palestra foi apresentada pelo Doutor Carlos Martins, Investigador e Coordenador da Unidade de Formação do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.

 

Participaram nesta palestra as turmas A, B e C do 10º ano de ciências e Tecnologias.
 

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