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Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

29.Nov.13

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Rita Arantes, 11º A
Até hojefizeram-me crer que a vida é um ciclo que não se pode alterar. Através dasestações, prevemos o tempo e, através do tempo, adivinhamos as espécies que comele vão nascer. Mas foi no outono que eu vi uma rosa florescer.
Nunca em toda aminha vida admirara tão bela e esplêndida flor. Era apenas um rebento depequenas dimensões num vasto mar cor de laranja, onde as plantas dominanteseram meras begónias, uma espécie habitual num jardim em pleno outono, uma comooutra qualquer pertencente ao seu devido meio. Contudo, e, apesar da imensidãodestas, aquele pé de roseira era o rei de um magnífico quadro desenhado apétalas.
Naquele jardim,as hierarquias tomaram uma nova disposição. A roseira, mal rebentara da terra,havia-se tornado líder de todos aqueles que possivelmente lhe seriamindiferentes caso houvesse primavera, incluindo eu.
Eu sabia, noentanto, que um ser tão radiante não poderia ser perfeito. Até mesmo as rosastêm espinhos que, em sua proteção, podem ferir inimigos e não só. E, antes daflor se revelar ao mundo, nunca ninguém pode afirmar as cores que a irãopintar, assim como eu não sabia o que esperar de tão insólita aparição.
Lá no fundo,bem no findo, desejava-a como fogo, de cores vibrantes e intensas. Talvez istoapenas se devesse à minha preferência pela cor vermelha, porém eu compreendiaque não era só isso. O que realmente me fazia fervor era o seu simbolismo poiseu tinha noção que uma rosa de tons claros nunca me daria tanta satisfação.
A espera destefenómeno cria impasse, o impasse segue-se do nervosismo, o nervosismo conduz aodesespero e este último destrói todas as esperanças. Ainda, sim, anseio pelomomento em que poderei vislumbrar o pigmento desta rosa, mesmo que no processoela me venha a magoar com uma das suas defesas, um dos seus espinhos ou até umadas suas atitudes.
Foi nesteoutono que eu vi algo de novo acontecer e me apercebi de que, para além dociclo inevitável da vida (nascimento, desenvolvimento e morte), existe algopelo qual vale a pena viver. Agora, tudo o que na natureza não fazia sentidopassou, repentinamente, a ter lógica para mim.




28.Nov.13

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“A minha história pessoal”
Desde a nossa infância até aos dias de hoje, cadaum de nós acumulou experiências bastante importantes para o nossodesenvolvimento e que nos tornaram únicos. Eu, tal como todas as pessoas, tive dessasexperiências que contribuíram para o meu crescimento pessoal.
À medida que vamos crescendo, tomamos consciênciada realidade e vamos percebendo que nem tudo na vida é fácil. Mas, quando aindasomos crianças pensamos que a vida é uma história de encantar e que nós somosas personagens principais. Em criança, eu sonhava ser uma princesa, sonhava tertudo aquilo que as princesas tinham. A verdade é que sempre fui uma criançasortuda, porque aquilo que pedia, eu recebia. Então quando chegava ao Natal, aminha carta de presentes era maior do que eu. Mas eu percebia perfeitamente quenão podia receber tudo. A idade foi avançando e eu descobri que afinal eraatravés do trabalho árduo dos meus pais que eu tinha todos os meus presentes.
Ao longo dos últimos anos, a vida não tem sidomuito fácil para ninguém, incluindo para os meus pais. Foi então há cerca de 3anos que eu conheci uma amiga muito especial. Ao início, eu não tinha a melhorimpressão dela, talvez por não a conhecer. Mas a verdade é que “quem vê caras,não vê corações” e Ela era a prova disso. Quando a conheci de verdade, tudoaquilo que pensava sobre Ela foi retirado, porque Ela era a pessoa mais humildeque alguma vez conheci. Era capaz de abdicar de algo necessário para dar àspessoas mais importantes da sua vida, nomeadamente à sua mãe. Para além disso,era bastante brincalhona, mas também das únicas pessoas com quem eu conseguiater uma conversa mais séria, sendo a compreensão mútua.
A prova de que Ela era realmente especialaconteceu numa mera conversa. Uma conversa, entre tantas outras, mas que memarcou de forma muito profunda! Assim, Ela explicou-me que tinha conseguido juntardinheiro para algo que precisava, mas como sabia que a sua mãe precisava maisdaquele dinheiro do que Ela, resolveu dá-lo. As suas palavras e o seu gestopara com a mãe deixaram-me bastante emocionada e sensibilizada. Nunca tinhapensado em fazer algo deste género, talvez porque nunca estive perante umasituação dessas.
Para mim foi um grande lição de vida, porque hojejá era capaz ter a mesma atitude que Ela teve. Durante os meus 17 anos de vida,foram as palavras mais bonitas e mais sinceras que alguma vez ouvi. Serão dasúnicas palavras que ficarão recordadas para sempre no meu coração, juntamentecom um grande agradecimento a “ELA”.


28.Nov.13

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Carta ao Pai Natal 
 Exmo. Senhor, Papai Noël
 Rua da neve
 1001 - POLO NORTE

                                                                       Barcelinhos, 26 de novembro de 2013

 Ex.mo Senhor Papai Noël
 Venho por este meio pedir a vossa excelência que pense em mim neste Natal eu portei-me bem o ano inteiro. Lavei os dentes todos os dias, separei o lixo nos eco pontos até ajudei as velhinhas a atravessar a rua.
Por isso peço um emprego para este Natal e que seja bem remunerado. Obrigado pela atenção e não se esqueça de mim.
Atenciosamente,
Aluno do Curso EFA da Escola Sec/3 de Barcelinhos

P.S.: Também pode ser um Ferrari
26.Nov.13

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7ª Edição do Concurso Nacional de Leitura
Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Concurso Nacional de Leitura. 
Os alunos devem inscrever-se junto dos Professores de Português, Diretores de Turma ou na Biblioteca.
26.Nov.13

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Semana da Ciência na Escola Secundária de Barcelinhos:

Cerimónia da assinatura do protocolo: "A Minha Escola de Ciência"

O 7º B, visitou o planetário na Biblioteca Municipal.

Palestra "O Poder Científico e a Ética do Poder", com Dr. Daniel Serrão, Anátomopatologista e Professor da Universidade do Porto.
22.Nov.13

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Dia Internacional da Filosofia


"O subdepartamento de Filosofia e Formação Pessoal, comemorou o dia Internacional da Filosofia, no dia 17 de Novembro, na Biblioteca da Escola Secundária de Barcelinhos. Do programa constou a declamação de poesia, a representação de excertos da "Apologia de Sócrates" e um recital de música de intervenção. Participaram nesta atividade, que teve como objetivo principal sensibilizar os alunos para a importância cada vez maior da disciplina de Filosofia numa sociedade muitas vezes acrítica e conformista, os alunos do 10º e 11º anos."

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21.Nov.13

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Na minha vida, ainda que curta, aconteceram vários momentos que me marcaram para toda a vida, mas a história pessoal que vou contar foi a que realmente me marcou mais psicologicamente.Tudo aconteceu na minha infância. Eu sempre fui uma criança bastante tímida e reservada, ou seja, quando alguma pessoa desconhecida me falasse, eu nem se quer respondia, ou então, quando insistiam para eu responder, chorava. Eu estava habituada a ter professoras, tanto no infantário como no primeiro ano e achava que as professoras eram mais meigas e queridas.Quando entrei no primeiro ano, desejava que não fosse um professor. O que realmente aconteceu, e, por isso, fiquei feliz com a notícia.No segundo ano, no primeiro dia de aulas, fiquei aterrorizada quando soube que era um professor e, por isso, passei o dia a chorar. No entanto, os meus colegas, principalmente os rapazes, adoravam o professor porque ele tinha uma mota. Eu acho que naquele dia o professor estava mais aterrorizado que eu, porque eu não parava de chorar. Quando terminou aquele dia eu disse à minha mãe que não queria ir mais à escola. Obviamente que isso não aconteceu. Nos dias seguintes, quando o professor me perguntava alguma coisa eu desatava a chorar e não conseguia responder a nada do que o professor me perguntava. Naqueles primeiros dias fingia estar doente para não ir à escola, mas mesmo assim só faltei um dia porque os outros, a minha mãe descobriu o verdadeiro motivo. Certo dia, o professor não sabia o que haveria de fazer, porque eu chorava quase todos os dias e, por isso, resolveu pegar-me ao colo. Fiquei cheia de vergonha mas, apesar disso, achei que o gesto do professor foi uma forma de carinho que nunca mais me esqueci.Nos dias que se seguiram, passei a admirar o professor e nunca mais chorei nas aulas dele. Apesar daquele gesto tão simples para algumas pessoas, para mim foi muito significativo. Nos anos seguintes, nunca mais chorei pelo facto de ser professora ou professor, para mim era indiferente, mas só passou a ser indiferente por causa daquele gesto do meu professor do segundo ano.
 (aluna do 12º ano de Psicologia)

21.Nov.13

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 “ O tempo que passa…”
Pediram que falasse de uma pessoa especial para mim, e decidi escrever sobre a minha avó. Hoje uma senhora de 74 anos, uma mulher de história, viúva desde muito nova, criou 5 filhos praticamente sozinha e teve um importante papel na minha educação. Ela ficou a tomar conta de mim desde que eu era bebé. Não digam a ninguém, mas eu dormi com ela até aos 9 anos de idade. Sim é verdade! Quando era pequeno necessitava sempre, do braço da avó por cima de mim para adormecer à noite: “Bota o baço vó!” – dizia eu. Era uma ternura! Às vezes, já grandinho, quando dormia no meu quarto ainda sentia necessidade de falar com ela, isto porque ela garantia-me segurança. Passei momentos muito bons, ela cuidava e cuida muito bem de nós, seus netos. Ela costumava cozer o pão no forno e então foi com ela que aprendi essa proeza. Para satisfazer a vontade dos netos ela fazia as “netinhas” que eram umas broinhas pequeninas que oferecia aos netos. Talvez por ter crescido no meio dela, gosto muito dela e quero que viva até aos 100 anos! Lembro-me de uma viagem de autocarro em que adormeci encostado aos ombros dela e ela punha a mão por cima de mim. Houve uma fase em que passeávamos para Barcelos de autocarro. Também costumávamos frequentar a fisioterapia. Ainda assim, costumava ainda levar-nos para campo para ver e compreender melhor as suas lides. Quando eu andava na primária a minha avó tinha sempre um petisquinho para mim a meio da tarde! Habituou-me a comer de tudo e satisfazia sempre os meus caprichos. Ainda hoje o faz, o arroz da minha avó é delicioso! Ela cozinha de tudo. Muito ligada à religião incutiu-me os valores cristãos, morais, de respeito, amizade e boa educação.Nos dias de hoje, dedico-me imenso às plantas aromáticas e ela ajuda-me imenso. As plantas são uma terapia para mim. Gostava de poder passar mais tempo com ela. Poderia escrever um livro sobre a vida dela. A minha avó é uma figura extramente importante pois transmite-me carinho, amor, e simpatia e nunca me faltou com nada. Ao nível da educação e do respeito é exemplar. Ela deseja que eu tenha um futuro promissor e eu desejo que ela tenha saúde. Hoje a idade não perdoa, e os problemas da idade já surgem, e eu tento sempre ajudar no que posso. Ela é a matriarca da família, tem histórias lindíssimas dos seus tempos de juventude. É verdade que não foram fáceis. Uma vida dedicada ao campo, à família que merece ser recompensada. Este é um texto de agradecimento não só a minha avó mas a todas as avós do mundo pelo importante papel que tem, porque elas são duas vezes mães. Um grande beijinho, Vó Conceição!
(Aluno do 12º ano de Psicologia)
14.Nov.13

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A tradição do São Martinho na Biblioteca 


Foi com carinho e ternura que os alunos do 12º F receberam os utentes do Centro Social e Paroquial de Barcelinhos. 
Num ambiente "familiar",  acalorado pelas castanhas, que não podem faltar neste dia, os idosos ouviram música tradicional e literatura popular . Muitos dos presentes puderam ainda cantar as suas canções preferidas e completar os provérbios alusivos ao dia de São Martinho, enquanto saboreavam um chá quente acompanhado de bolinhos de castanhas confecionados a propósito. 

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