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Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Biblioteca Escolar Dr. António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

28.Dez.12

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C

Fraqueza
Esta vida não passa de uma mera ilusão,
Talvez o verdadeiro sempre esteja no além
Onde as lágrimas secam e os sorrisos florescem,
 Onde a ilusão é realidade e o amor é eterno.

 Eu agora tento juntar palavras com sentido
Mas elas correm para fora da minha mão,
Agarro as poucas que persistem sobre os corações
E saem-me versos com algum significado.

Olho esta folha à espera de ser completada
Com o que o meu coração tem a expressar,
Mas o que pode ele dizer se já não tem mais forças...
Creio que sejam as minhas últimas palavras...

Já perdi a vontade de viver e só me quero desligar,
Já nada me prende neste mundo senão a infelicidade
De ver todos a sofrer, não aguento com a verdade,
Preciso de descansar, de repousar no leito eterno.

Já estou farto de perder as pessoas que eu amo
Porque eu as afasto e não quero, já estou farto
De ouvir palavras de que a vida é um fardo,
Já estou farto de carregar tudo e não poder fazer nada.
28.Dez.12

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12ºC

Força de viver 
 Para todos aqueles que lutam todos os dias
Para poder viver mais cinco minutos a sua vida,
Eu mando-lhes a minha força de vontade toda,
Que, embora pouca, é o suficiente para encorajar.

 Penso e não imagino o quanto vocês sofrem,
Todas as dores que vocês passam para sorrir,
Para mostrardes a todos o que é precisar de lutar,
Mas de onde vem toda essa força para persistir?

 De onde vem toda essa força de querer viver,
De se querer levantar mesmo com todas as dores,
De querer tocar, sentir...O que é o querer?
O que significa, para vós, ser-se feliz?

 Todos nós choramos por dores insignificantes
E aqueles que não choram com dores avultantes?
Que mesmo no meio de uma solidão imensa
Ainda têm forças para soltar um sorriso intenso.
28.Dez.12

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C

A Resplandecência da Lua
 Nunca dei importância ao luar como esta noite,
Há algo de especial nele, ou talvez em mim,
Para além de a lua ser quarto minguante
Ainda brilha com uma névoa redundante.

 Para muitos é apenas a lua numa fase,
Para os outros é um pensamento da vida
Que não se traduz por apenas uma frase.
Vida é o quê? Ser feliz, sofrer e partir?

 Para quem não abre os olhos, talvez seja.
Eu apenas te quero ajudar e mostrar,
Com esta noite, que a lua continua a brilhar,
Que mesmo com adversidades é visível a sua chama.

 Nunca irás conseguir esconder o que és realmente,
Mas, se acreditares, vais ser muito mais do que eras,
Vais ser mais do que um simples brilho,
Se acreditares, tu vais encontrar o teu trilho.

 Nestas palavras me encontrarás sempre que precisares,
Estarei nos meus versos quando dúvidas deparares
Seja nestes ou noutros, eu ir-te-ei responder.
Estás a sofrer, mas digo-te, isso é viver!
28.Dez.12

O Lugar da Poesia, por Bruno Cruz, 12º C

Alucinação 
 Aquela rapariga que por mim passou
a minha atenção logo a captou
com os seus cabelos longos entrelaçados entre si,
mais cintilantes que mil raios de sol.
Os meus sentidos foram despertados
assim que sua pele e o sol se cruzaram,
tamanha beleza foi contemplada por meus olhos
que se deslumbraram face àquela imagem...
Aquele sorriso... abrangeu a minha mente,
aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração,
cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação
 levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira,
rapidamente nossos olhos se encontraram
 e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus,
aqueles olhos me encantaram com um só olhar,
com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei...
Verde e castanho... estas cores podem representar tudo,
desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal,
os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim...
Para mim são um universo infindável onde sua beleza
é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos
 eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles
 eu sonho, por ela eu vivo!
18.Dez.12

"Encontro com..." Carlos Basto


Após vários encontros com escritores, sessões deleitura pública e duas exposições, encerramos a feira do livro com a presençade um grande artista  Barcelense,  Carlos Basto.
Autor de inúmeras obras em diversas áreas, desde ocinema à fotografia é, sobretudo, como aguarelista e pintor que se temnotabilizado.
Com uma plateia muito atenta de alunos eprofessores, ouvimo-lo falar das suas obras dando principal destaque ao seuúltimo livro de ilustrações a aguarelas “Caminho de Santiago, em terras de Barcelos”.A propósito deste projeto, referiu que, o artista necessita de conhecer bem amatéria da obra  que se propõe ilustrar-neste caso o percurso  pedestre entrePorto e Santiago de Compostela - trabalho que nem sempre é fácil por ser umapesquisa demorada onde o olhar do artista obriga a selecionar os locais quemais tocam o visitante . A narrativa deste constrangimento, serviu de mote auma longa conversa sobre as várias histórias que vivenciou ao longo do períodoem que visitou, in loco, todos os pontos culturais que os caminhantes podemcontemplar ao fazer os Caminhos de Santiago. Houve ainda tempo para propor umdesafio ao nosso convidado: a ilustração de um poema de Natal, lido por duasalunas. Perante esta proposta, o aguarelista registou a história nunsesquissos, evidenciando a forma , sempre subjetiva, de  como se podeconverter a comunicação verbal em não-verbal.
 Foi umasessão interessante na companhia deste artista e da nossaquerida colaboradora da Biblioteca Municipal, D.ra Ana Paula Brito, que moderoua sessão.



17.Dez.12

Exposição de Presépios "Green Cork"

Desde o início do ano letivo que a nossa escola trabalha para o projeto "Green Cork". A Comunidade Educativa e  muitos restaurantes de Barcelos aderiram à  campanha de recolha de rolhas de cortiça  para ajudar  à construção de objetos em cortiça. É o caso dos Presépios que os alunos do 8º ano, na disciplina opcional de Educação Tecnológica, orientados pelos Professores, Isabel Martins e Virgílio Pereira, confecionaram  ao longo do 1º período.  O júri, constituído por um elemento da direção, três Professores e dois alunos, após apreciação dos 30 presépios, elegeu os três melhores para apresentar a concurso. Parabéns a todos os colaboradores do projeto e a "Green Cork" agradece as dezenas de rolhas de cortiça recolhidas.



17.Dez.12

Diários de Escrita, por Juliana Costa, 12º F

Não sei precisar no tempo ou no espaço, sei apenas que, em algum momento, tive a oportunidade de me sentir trespassada por um Amor que não sei descrever ou definir.Na minha busca incessante por respostas, achei que a melhor maneira de enquadrar o que sentia era tentar localizar esse meu sentimento de transcendência num espaço concreto: a Igreja. Durante dez anos de catequese, ignorei Deus e a sua Festa Eucarística, talvez por não os compreender e, agora, que penso sobre isso, não me apoquento, porque “Para tudo há um momento e um tempo (…)” (Eclesiastes 3, 1) e aquele não seria certamente o meu tempo para crer e ter fé. Portanto, acredito que me foi dada a oportunidade de viver “sem” Ele, ou melhor, de viver com Ele, mas sem nunca contemplar a sua presença na minha vida. Tudo para que, agora, na minha pequenez, eu pudesse notar que Deus sempre esteve comigo e eu é que não estive atenta aos sinais que Ele subtilmente me ia dando. Julgo que Ele me deu a balança, as medidas e o poder de decisão, tornando a escolha numa opção séria e pessoal, isto é, a escolha seria sempre íntima, mesmo havendo a coexistência de duas vontades: a minha e a do Pai. Mas Deus, tal como em todas as minhas outras decisões, não me deixou ao acaso e, para me ajudar nesta escolha, colocou no meu caminho uma pessoa indescritível, o Pe Miguel. Com a sua ajuda, senti que iniciei o meu percurso espiritual pela segunda vez, mas agora com toda a seriedade que essa mesma opção requer. Não duvido, por isso, que o meu Crisma ou que a minha preparação para esse importante marco vital tenham sido os verdadeiros pontos de ação do Espírito Santo, isto é, da força do Criador, em mim. Eu, que não gostava de ir à missa e via a catequese como obrigação e ponto de chegada, passei a olhar este sacramento como um ponto de partida e a olhar as oportunidades como apelos e propostas feitas por Cristo. Fui chamada a ser membro de um grupo de jovens na paróquia (Os Corvos), a contribuir como leitora, a integrar o grupo coral e, a meu ver, a proposta mais impensável, a de ser catequista. Fui recetiva, como sempre sou, e nenhum deles recusei, aliás, ainda hoje integro todos estes grupos porque me sinto completa em cada um deles, como diz Ricardo Reis: “Para ser grande, sê inteiro”. E fui sempre vivendo essa inteireza acompanhada pela sensação extenuante de tranquilidade que sentia quando entrava num espaço de oração. Paradoxalmente era dentro de muros que eu encontrava a liberdade. Era invadida, voluntária ou involuntariamente, pela perceção de exposição, sem que conseguisse controlar ou compreender. E, apesar de já ter passado algum tempo, cerca de dois anos, continuo com a mesma incapacidade de compreensão, com a mesma falta de autocontrolo porque tudo o que é meu e habita em mim se esvai e se liberta, pura e simplesmente, dentro de muros. Diante do sacrário, trazendo mais maturidade, alcanço com plenitude a beleza do mistério de Cristo: eu estou em Cristo e Cristo está em mim, de outro modo, “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20)Como católica, que professa, vive, celebra e reza Cristo, vejo agora o mundo de um outro prisma. A alegria de viver, a preciosidade de cada ser, o serviço ao outro são, à luz da religião em que creio, pontos de apoio e referência no meu dia a dia. Confesso que não me sinto como os outros, nem sinto que sou igual a eles. Sinto que sou diferente porque sei que tenho em mim “um pedacinho de Deus” e, de facto, aqueles que me rodeiam repararam, aquando da minha mudança, na dimensão desse “pedacinho” e no impacto que Ele pode ter em cada um e nos que dele estão próximos. Indescritivelmente sinto que, a partir do momento em que Cristo integra a vida de alguém, esse alguém nunca mais poderá viver sem Ele ou apenas verá o passar dos dias sem neles encontrar um sentido pleno, justo e feliz para a sua vida. Não quero, por este motivo, desfazer-me de uma parte de mim, ou melhor, daquilo que sou: Cristo.
13.Dez.12

"Encontro com..." José Ilídio Torres

Num ambiente intimista e descontraído, os alunos do 7º ano, turmas A e B, receberem o Escritor José Ilídio Torres. Durante várias aulas a Professora Renata Ribeiro motivou os alunos para a leitura da já vasta obra do Escritor: os poemas não se servem frios, para além do tempo “A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos” – Contos e poesia; “Contos de Água e Areia”- Contos; O amor é um tema batido 2011 - Poesia; Para além do tempo (2010) - Contos; Diário de Maria Cura (2009) - Romance, e o seu último livro 4 Histórias de Pais & Filhos.
Deste último, os alunos apresentaram o trabalho de análise de dois contos. Moderadores do debate foram os próprios alunos a conduzir toda a sessão. O escritor falou-lhes das suas grandes paixões: (ser professor, treinador de futebol e escrever. A escrita está-lhe nos genes, disse. Houve ainda lugar à satisfação da curiosidade dos alunos e a momentos de poesia pela voz de José Ilídio Torres e a habitual sessão de autógrafos. 


12.Dez.12

"Enconto com..." Rui Basto

.RuiSousa Basto nasceu em 61 do século passado. Na fase da juventude os seus gostosliterários eram: Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça, Cesário Verde,Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus,Neruda, Hermann Hess e quejandos. Na área da música as sua
preferênciascentravam-se no jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle Giant,King Crimson, Genesis, além de Bossa Nova e das canções de intervenção políticado Sérgio, Zeca e do resto da malta. Aprecia Beethoven, Mozart, Bach e demaiscompositores do necrotério da música erudita. Diz ser português de gema eguarda uma nostalgia sebastianista do Portugal de Quinhentos, lamentandoprofundamente não ter nascido no tempo das páginas dos Lusíadas. Formou-se emEngenharia Química, depois em Engenharia e Gestão Industrial e, mais tarde,tirou uma Pós-graduação em Gestão de Empresas. Adora a escrita tendo publicado,“Contos do Efémero” uma coletânea de microcontos, (Opera Omnia, 2011)e"Labirintos" (Calígrafo, 2011). Neste encontro, com alunos da EscolaSec/3 de Barcelinhos, falou-se da importância dos livros e da leitura, dando-seprincipal destaque aos livros do escritor. Os alunos leram alguns dos seuscontos e poemas. O escritor Barcelense deixou no ar a promessa de, em breve,voltar para apresentar o seu próximo trabalho.


 
11.Dez.12

Encerramento das atividades sobre Direitos Humanos

Ao longo de vários dias, a Comunidade Escola da nossa escola mergulhou neste projeto, proposto pela Biblioteca Municipal, em colaboração com a Embaixadora dos Direitos Humanos, D.ra Vitória de Triães. Conseguimos colocar, na nossa árvore, tantos Tsurus quantos os elementos da nossa escola, incluindo professores, alunos e funcionários. 
Hoje, encerramos esta maratona com a participação das turmas do 12º B e D que, numa coreografia criada pelos Professores, Domingos Silva e Ana  Reis, envolveram todos os alunos num ambiente de fraternidade, sensibilizando-os para a importância do respeito pelos Direitos Humanos. No final do dia, rumamos para o centro da cidade de Barcelos para o encerramento das atividades,  entoando "You are the World", acompanhados à viola pelos nossos alunos. 
Agradecemos a todas as pessoas, pais, alunos e funcionários, que tornaram possível esta atividade. Parabéns a todos!

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