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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Diários de escrita, por Nídia, 12º B



SER Português 
 Fernando Pessoa é talvez o melhor autor para nos fazer refletir sobre a temática do ser português. Através dos seus heterónimos e do próprio ortónimo, transmitiu diversas mensagens à nação portuguesa. Mensagens, essas, que viajaram através dos anos e mantêm-se intemporais. 
A nacionalidade portuguesa é muitas vezes associada à melancolia e à tristeza que o próprio fado, como canção nacional, reproduz. O povo português não é, por norma, melancólico. O fado comum dá voz à palavra saudade, que é uma palavra exclusivamente portuguesa e galega e que tem bastante significado para o português por ser tão sua e por transmitir uma mistura de sentimentos como amor e distância. Nós possuímos uma aura que muitos desconhecem e que está retratada no fado. Por essa razão, é bastante complicado para um estrangeiro perceber a mensagem implícita na nossa canção nacional.
 Antigo dono de um vasto império e descobridor de várias terras, hoje poderosos países, o povo português, apesar de ter perdido a maior parte dessas colónias, é um povo orgulhoso. Portugal foi o pioneiro da globalização e teve grande influência em todo o mundo. Presentemente, não é bem assim. Apesar do orgulho que nos enche a alma, estamos esquecidos. Perdeu-se o sentido de globalização e as gerações modernas desconhecem o sentimento de poder. Portugal possuiu muito e muito perdeu. Nos dias de hoje a história repete-se. A crise económica que se vive não deixa margem para dúvidas de que o nosso país está prestes a bater no fundo. Podemos, no entanto, ser anedota de jornais e de programas televisivos, mas o nosso queixo continua levantado.
 Em conclusão, ser português é mais do que ter uma nacionalidade no bilhete de identidade, é um modo de vida, um estado de espírito. Citando Fernando Pessoa “o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja. Somos um grande povo de heróis adiados”. 

Diários de escrita, por Nídia, 12º B



SER Português 
 Fernando Pessoa é talvez o melhor autor para nos fazer refletir sobre a temática do ser português. Através dos seus heterónimos e do próprio ortónimo, transmitiu diversas mensagens à nação portuguesa. Mensagens, essas, que viajaram através dos anos e mantêm-se intemporais. 
A nacionalidade portuguesa é muitas vezes associada à melancolia e à tristeza que o próprio fado, como canção nacional, reproduz. O povo português não é, por norma, melancólico. O fado comum dá voz à palavra saudade, que é uma palavra exclusivamente portuguesa e galega e que tem bastante significado para o português por ser tão sua e por transmitir uma mistura de sentimentos como amor e distância. Nós possuímos uma aura que muitos desconhecem e que está retratada no fado. Por essa razão, é bastante complicado para um estrangeiro perceber a mensagem implícita na nossa canção nacional.
 Antigo dono de um vasto império e descobridor de várias terras, hoje poderosos países, o povo português, apesar de ter perdido a maior parte dessas colónias, é um povo orgulhoso. Portugal foi o pioneiro da globalização e teve grande influência em todo o mundo. Presentemente, não é bem assim. Apesar do orgulho que nos enche a alma, estamos esquecidos. Perdeu-se o sentido de globalização e as gerações modernas desconhecem o sentimento de poder. Portugal possuiu muito e muito perdeu. Nos dias de hoje a história repete-se. A crise económica que se vive não deixa margem para dúvidas de que o nosso país está prestes a bater no fundo. Podemos, no entanto, ser anedota de jornais e de programas televisivos, mas o nosso queixo continua levantado.
 Em conclusão, ser português é mais do que ter uma nacionalidade no bilhete de identidade, é um modo de vida, um estado de espírito. Citando Fernando Pessoa “o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja. Somos um grande povo de heróis adiados”.