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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

“Diários de Escrita” por Ana Simões, nº 4, 9ºC

Será que faz sentido viver?

Quando pensamos que a vida deixou de nos pregar as partidas que nos deixam num sofrimento tão grande que nos apetece desaparecer e deixar para trás o que construímos com amor, paz, …
Pois é o que eu penso; porque é que a vida não me deixa viver?
Será que faço falta no mundo?
Por vezes penso que sim, mas quando vejo o mundo desabar aos meus pés, sinto que não faço falta, que não é necessário eu estar aqui para a terra continuar a sua vida.
Será que sou como os catos que não precisam de água?
Será que eu não preciso de viver no universo para a gente ser feliz?
Porque não posso ser feliz?
Porque não posso seguir o meu coração e os meus sentimentos?
Penso sempre que outras pessoas vivem num mundo de conto de fadas; que só necessitam do amor dos seus pais e da amizade dos seus amigos; o resto é criado com a sua felicidade de viver, sem problemas, porque sabem que as pessoas os querem ao seu lado. A vida sem elas é como a noite sem estrelas, ou o dia sem sol.
Tenho inveja!
Porque penso eu assim?
Porque será que não penso da mesma maneira que as outras pessoas?
Talvez não tenha o que elas têm, nem a vontade de viver.
Será que preciso de ser amada para sentir que faço falta?
Preciso de ter amigos que me apoiem nos maus momentos e não me virem as costas quando o mundo vai cair aos pedaços e por minha culpa, por não ser a pessoa que eles desejam que seja.
Este texto revela os meus sentimentos e o que me vai na alma.
Quando o escrevi só pensei no que me vai na alma. Espero que ninguém se sinta como eu, porque as pessoas, por muito más que possam ser, têm um cantinho no mundo.
Isto está a ocupar a maior parte do meu pensamento.
Sei que se revelar estas palavras vou causar tristeza e mágoa àqueles que possam pensar que não sou amada por ninguém e que o mundo à minha volta é uma escuridão sem nenhuma face iluminada onde me possa refugiar de tanta mágoa que sinto.
Quando, por vezes, acordo com vontade de viver, há sempre uma nuvem cinzenta que me acompanha prestes a descarregar a sua raiva, de tão carregada de escuridão e o dia iluminado pelo sol, feliz por ver que toda a gente gosta da sua luz e calor.
É isso que eu sinto: eu sou a nuvem cinzenta cheia de raiva por não ser o sol que faz sorrir o mundo.

“Diários de Escrita” por Ana Simões, nº 4, 9ºC

Será que faz sentido viver?

Quando pensamos que a vida deixou de nos pregar as partidas que nos deixam num sofrimento tão grande que nos apetece desaparecer e deixar para trás o que construímos com amor, paz, …
Pois é o que eu penso; porque é que a vida não me deixa viver?
Será que faço falta no mundo?
Por vezes penso que sim, mas quando vejo o mundo desabar aos meus pés, sinto que não faço falta, que não é necessário eu estar aqui para a terra continuar a sua vida.
Será que sou como os catos que não precisam de água?
Será que eu não preciso de viver no universo para a gente ser feliz?
Porque não posso ser feliz?
Porque não posso seguir o meu coração e os meus sentimentos?
Penso sempre que outras pessoas vivem num mundo de conto de fadas; que só necessitam do amor dos seus pais e da amizade dos seus amigos; o resto é criado com a sua felicidade de viver, sem problemas, porque sabem que as pessoas os querem ao seu lado. A vida sem elas é como a noite sem estrelas, ou o dia sem sol.
Tenho inveja!
Porque penso eu assim?
Porque será que não penso da mesma maneira que as outras pessoas?
Talvez não tenha o que elas têm, nem a vontade de viver.
Será que preciso de ser amada para sentir que faço falta?
Preciso de ter amigos que me apoiem nos maus momentos e não me virem as costas quando o mundo vai cair aos pedaços e por minha culpa, por não ser a pessoa que eles desejam que seja.
Este texto revela os meus sentimentos e o que me vai na alma.
Quando o escrevi só pensei no que me vai na alma. Espero que ninguém se sinta como eu, porque as pessoas, por muito más que possam ser, têm um cantinho no mundo.
Isto está a ocupar a maior parte do meu pensamento.
Sei que se revelar estas palavras vou causar tristeza e mágoa àqueles que possam pensar que não sou amada por ninguém e que o mundo à minha volta é uma escuridão sem nenhuma face iluminada onde me possa refugiar de tanta mágoa que sinto.
Quando, por vezes, acordo com vontade de viver, há sempre uma nuvem cinzenta que me acompanha prestes a descarregar a sua raiva, de tão carregada de escuridão e o dia iluminado pelo sol, feliz por ver que toda a gente gosta da sua luz e calor.
É isso que eu sinto: eu sou a nuvem cinzenta cheia de raiva por não ser o sol que faz sorrir o mundo.