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Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Beaf - Biblioteca Escolar António Ferraz

"Ler engrandece a alma!" [Voltaire]

Sejam bem-vindos!

A Biblioteca Escolar deseja a todos os alunos, professores e assistentes técnicos e operacionais um excelente ano letivo!

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Instrução primeira

O conhecimento

está sempre

próximo do coração.

(Ricardo Marques)

Clube de Leitura - Sessão II

No dia 8 de junho de 2022, finalizou-se a primeira etapa do nosso Clube de Leitura.

Os alunos do 7.º A, desafiados pela sua professora de Português, Graça Alves, e acompanhados pela sua Diretora de Turma, realizaram a sessão de partilha de leituras, para além da sala de aula, no espaço da Biblioteca Municipal de Barcelos. Na verdade, toda a experiência se tornou muito mais rica e emocionante.

Os contos escolhidos na primeira sessão do Clube de Leitura deixaram as linhas impressas e, agora, filtrados pela emoção e pelas competências leitoras, puderam ser partilhados com todos.

Vejam o vídeo que retrata bem os momentos vividos.

 

Na rubrica Deixa a tua marca, a convite da Biblioteca Escolar, os alunos registaram os seus depoimentos e revelaram as experiências de leitura. Espreitem!

Made with Padlet

 

Também os alunos do 10.ºE, orientados pela sua professora Filipa Capa, deixaram a sua marca através de impressões de leitura que seduzem outros colegas para a descoberta das histórias pelas quais viajaram. Viajem também!

Made with Padlet

 

A Biblioteca Escolar agradece a colaboração das professoras de Português Graça Alves, Filipa Capa e Alice Azevedo. 

Até setembro! Aguardamos ansiosos muitas sessões do nosso Clube de Leitura!

Diários de escrita (criativa) - Deambulações à Cesário Verde

No dia 20 de junho de 2022, os alunos do 11.º ano do curso profissional de Técnico de Desporto, no âmbito das disciplinas de Português, Português Língua Não Materna e Matemática, inspirados pelo nosso poeta Cesário Verde, mais concretamente pelo seu poema “O sentimento de um ocidental”, partiram à descoberta da cidade de Barcelos.

Durante as suas deambulações pela cidade, ao jeito de Cesário Verde, os alunos observaram e fotografaram o real, imaginaram outras realidades e criaram quadras descritivas dos espaços e das impressões daí resultantes.

Cliquem na imagem abaixo, visualizem o ebook e viajem também por Barcelos!

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Diários de Escrita por, Beatriz Silva, 11º C

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O Problema do Mal 

Desde os primórdios da existência da vida humana, somos assombrados com o
problema do mal no Mundo. Na verdade, ao longo dos tempos, o Homem tentou justificar a existência do mal no Mundo procurando na religião uma resposta à perplexidade que este assunto acarreta.
Este problema relaciona-se com a tensão entre a existência do mal e a existência de
Deus, ou seja, como pode existir um Deus Bom, que tudo pode e sabe e o Mal que tanto mal nos faz?
O facto de Deus, segundo a conceção teísta, ser omnisciente (ter consciência do mal e
saber como impedi-lo), omnipotente (ter poder para o impedir) e sumamente bom (querer impedi-lo), condicionaria a existência do mal. No entanto, tal não acontece, o que indicaria a inexistência de Deus.
Leibniz, filósofo do século XVII, a partir da sua teodiceia, vai justificar a bondade e a santidade de Deus, mas também a coexistência do mal. Leibniz concebe um mundo rigorosamente racional e como o melhor dos mundos possíveis. Então, como explicar a presença do mal? O mal manifesta-se de três modos: metafísico, físico e moral.
O Mal Metafísico é a imperfeição inerente à própria essência da criatura. Só Deus é perfeito. Falta alguma coisa ao homem para a perfeição, e o mal é a ausência do bem, na conceção neoplatónica e agostiniana. O mundo, como finito, é imperfeito para distinguir-se de Deus. O mal metafísico, sendo a imperfeição, é inevitável na criatura.
Ao produzir o mundo tal como ele é, Deus escolheu o menor dos males, de tal forma que o mundo comporta o máximo de bem e o mínimo de mal. Um mal é, para Leibniz, a raiz do outro. O mal metafísico é a raiz do Mal Moral. É por ser imperfeito que o homem se deixa envolver pelo confuso. O Mal Físico é entendido por Leibniz como consequência do mal moral, seja porque está vinculado à limitação original, seja porque é punição do pecado (moral). Deus não olhou apenas a felicidade das criaturas inteligentes mas a perfeição do conjunto.

Leibniz argumenta que Deus, como ser perfeito, criou o melhor dos mundos possíveis mas, este apresenta algumas imperfeições e, é por isso, que existem males. Eu concordo, em parte, com a perspetiva de Leibniz, na medida em que, acredito no facto de termos livre-arbítrio e que todos os males que possam daí surgir são completa responsabilidade do Homem e não de Deus. Seguindo esse raciocínio, acredito também na perspetiva deísta de que Deus criou o mundo (o melhor mundo possível) e as suas leis, mas abandonou-o à sua sorte, ou seja, tudo o que acontece no mundo não é inteiramente culpa de Deus. Além disso, considero que, o facto de Deus nos ter dado o melhor dos mundos possíveis e nós estarmos a danificá-lo com a poluição, as guerras, etc., faz com que todos os males possam ser um castigo/punição para o Homem.
Concluo que o facto de Deus existir não se relaciona com a existência dos males no mundo, pois se alguém nasce com uma doença, essa seria fruto do acaso, já que, pode ser consequência da hereditariedade, ou de outro facto, e não de Deus. Logo, todos os outros males que resultam da escolha do Homem devem-se ao facto de, já na Natureza, deste existir algo de mal e que este mal serve para exaltar o bem e proporcionar a existência de coisas maiores e melhores.

Diários de Escrita por, Manuel António Dias Fernandes nº 15, 11ºC

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O problema do mal

O argumento teleológico defende a existência de um Deus teísta, ou seja, um Deus omnipotente (capaz de fazer tudo), omnisciente (conhecedor do mal e capaz de terminar com ele) e sumamente bom (possui o desejo de acabar com o mal). Apesar disto, podemos constatar que o mal existe realmente no mundo. Como seria possível um Deus “absolutamente perfeito” permitir a existência de mal no mundo, mesmo tendo tudo ao seu alcance para acabar com o mesmo?
Para tentar solucionar este problema, Leibniz elaborou uma teodiceia (investigação para tentar provar que o mal e a bondade e a santidade de Deus podem coexistir). Nesta teodiceia, Leibniz afirma que o mal faz parte dos desígnios de Deus, pois dentro de todos os universos possíveis, Deus criou o mais perfeito de todos. Para justificar a existência do mal, Leibniz viu-se obrigado a dividi-lo em 3 partes: o mal moral, que inclui assassínios, guerras, mentiras, etc.; o mal físico, que engloba tudo o que seja dor, doenças, catástrofes e o mal metafísico, que contém a imperfeição de todas as coisas criadas. Para o mal moral, Leibniz indica como principal justificação para a sua existência o livre-arbítrio. Aquando da “criação”, Deus deu ao homem livre-arbítrio ao qual ele era alheio. Deus não é, para este filósofo, responsável pelo
mal. Relativamente ao mal metafísico, Leibniz justifica-o com a imperfeição das coisas em função de serem criadas. O universo só em função de existir, já contém imperfeições, sendo uma destas o mal. Deus age de forma perfeita não só no sentido metafísico, o que indica que, mesmo com imperfeições, este é o melhor dos universos. Por fim, para responder ao mal físico, Leibniz considera que a existência destes males não é gratuita, mas sim necessária.
Eu compartilho um pouco da opinião de Leibniz apesar de acrescentar alguns pontos ao seu argumento.
Em relação ao mal moral, a sua existência é facilmente justificada através da existência do livre-arbítrio pois consigo pensar que a existência do mal ultrapassa a inexistência da liberdade pessoal, ou seja, é preferível ser livre e existir mal, do que não ser livre e só existir bem. O mal moral só existe por erro do homem. Já o mal natural, na minha opinião é permitido por dois motivos. Um, porque tudo o que nós pensamos, por mais que seja perfeito na nossa
mente, passa a imperfeito quando criado. Por exemplo, por mais perfeito que seja um pensamento, a sua recriação na realidade terá imperfeições. O outro motivo para a coexistência do mal e de Deus é a necessidade da existência do mal para que o Homem saiba o que é bem. Só poderíamos saber que uma ação é boa ou correta se soubermos o que é uma ação má. Só podemos saber que é bom estar em paz se tivermos experienciado, alguma vez, a guerra. Só sabemos que vivemos bem se existir alguém que viva em situação precária. Na
minha opinião, o mal natural existe para que a humanidade saiba o que é bem e para que tente fazer boas ações ou até heroicas e para que se compreenda que alguns males são necessários para que a humanidade progrida.

“Saramago na Escola: Contar por Imagens”

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A turma do 7.ºA da Escola Secundária de Barcelinhos aceitou o desafio da sua Biblioteca Escolar de participar no programa do Centenário de José Saramago, na ação “Contar por Imagens”, uma iniciativa da Fundação José Saramago, em parceria com o Plano Nacional das Artes, com a Rede de Bibliotecas Escolares e com o Plano Nacional Leitura. 

A turma, sob a coordenação da Diretora de Turma, organizou-se numa DAC. Chamando a si as disciplinas de Português, Matemática, Ed.Visual, Dança e TIC, desenhou o projeto e concretizou-o ao longo do segundo período. 

Depois de escolhido o texto, SCIENCE-FICTION I, em Os Poemas Possíveis, de José Saramago, a turma lançou-se num trabalho de interpretação e criatividade à volta do texto. 

Desta visão interdisciplinar resultou um trabalho conjunto, que se manifesta em síntese no vídeo apresentado.

 

Apreciem, também, alguns trabalhos gráficos criados em torno do texto.

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“Saramago na Escola: Contar por Imagens”

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No âmbito da ação “Saramago na Escola: Contar por Imagens”, e aceitando a sugestão da Biblioteca Escolar, os alunos do 9.º D, da Escola Secundária de Barcelinhos, na área de Oferta Complementar de Teatro, criaram um pequeno filme, a partir do poema “Fala do Velho do Restelo ao Astronauta”, retirado da obra Os poemas possíveis, de José Saramago.

As palavras de Saramago uniram-se à arte de Lourdes Castro, concretamente no jogo de sombras que tanto utilizou nas suas obras. O processo teve início com a seleção de um poema, de entre vários propostos aos alunos, seguindo-se a construção de cenas que pudessem, de certa forma, ilustrar a palavra escrita. Sendo Lourdes Castro, que faleceu em 2022, uma figura maior das artes plásticas, achamos por bem conciliar dois mestres e, assim, convidar os nossos alunos a honrá-los.

Eis o resultado final enviado à fundação José Saramago:

Concurso Concelhio Pequenos Grandes Poetas

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Realizou-se, no dia 8 de junho, no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, mais uma edição do concurso concelhio Pequenos Grandes Poetas.

Esta iniciativa contou com a participação de todas as escolas do concelho de Barcelos, em todos os graus de ensino.

O concurso é constituído por duas modalidades, poema inédito e declamação, tendo a escola Secundária de Barcelinhos participado com 5 alunos, nas duas modalidades.

Declamação: Carolina Duarte Sousa Santos, do 9º A, com o poema “Escrever”, de Irene Lisboa (3º ciclo); Inês Alexandra Miranda de Araújo e Barbara Sofia Ribeiro Roberto, do 12º E, com o poema: “Calçada de Carriche”, de António Gedeão (Secundário).

Poema Inédito: Mickael Costa Martins, do 9º C, com o “Poema pela Paz” (3º ciclo) e Beatriz Silva Sousa, do 12º D, com o poema “Batalha Perdida” (Secundário).

Parabéns aos nossos alunos que, não tendo saído vencedores, tiveram uma ótima prestação e viveram uma experiência enriquecida pela palavra poética. Viva a poesia!

Este concurso, promovido pela Câmara Municipal de Barcelos e organizado pela Biblioteca Municipal e Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares, tem como objetivos a promoção de hábitos de leitura e de escrita, bem como o desenvolvimento do gosto pela poesia e pela escrita criativa.

 

Cidadania e Desenvolvimento

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O Desenvolvimento sustentável, a Educação ambiental e o Voluntariado constituíram as linhas orientadoras do projeto de Cidadania e Desenvolvimento das turmas do Ensino Profissional do 11.º ano.

Os cursos Técnico de Desporto e Técnico de Informática de Gestão centraram o seu trabalho no “Respeito pela Natureza” e na “Harmonia entre o Homem e os elementos naturais”, defendendo o mote “Ser mais sustentável é a nossa bandeira”.

Na disciplina de Português, os alunos descobriram os poetas que se inspiraram nos elementos naturais e os transformaram em literatura. O desafio lançado aos alunos foi o de criar um infográfico poético que refletisse a interpretação de cada poema selecionado, acompanhado de uma leitura expressiva em suporte áudio. 

Vejam e ouçam a poesia inspirada na Natureza!

Criado com o Padlet

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Criado com o Padlet